A Copa do Mundo: um jogo de trocas entre consumo e economia
A Copa do Mundo é um evento que transforma o comportamento de consumo no Brasil. Embora o torneio seja uma vitrine importante, ele provoca mudanças significativas na dinâmica do varejo, criando um cenário de contrastes entre diferentes setores da economia.
O comportamento do mercado esportivo
De acordo com informações do portal Misto Brasil – DF, o mercado de artigos esportivos apresentou números robustos. Em 2025, o setor movimentou R$ 61,4 bilhões, sendo que R$ 20,5 bilhões desse total foram gerados especificamente por produtos voltados ao futebol, como camisas, chuteiras, agasalhos e acessórios.
Especialistas da IEMI – Inteligência de Mercado explicam que a Copa gera um “efeito duplo”: enquanto as marcas que utilizam as cores da seleção ou temas ligados ao futebol registram alta nas vendas, o varejo de moda tradicional enfrenta desafios. A circulação de pessoas em lojas físicas tende a diminuir durante os horários das partidas, o que afeta especialmente o comércio em shopping centers.
Tendências de consumo para 2026
O impacto do torneio já começa a ser sentido antes mesmo da abertura oficial. O Índice do Varejo Stone (IVS) aponta um crescimento de 1,3% no setor de tecidos, vestuário e calçados já no mês de abril, impulsionado pela busca por itens temáticos. Além disso, dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil revelam que cerca de 60% dos brasileiros pretendem consumir produtos ou serviços relacionados à Copa de 2026.
A lista de itens mais desejados pelos torcedores é bastante variada. Além do vestuário, que domina com 61% da preferência (focado em camisas oficiais e acessórios), os setores de alimentação e bebidas ganham protagonismo. Itens como bebidas não alcoólicas, petiscos, carnes para churrasco e cerveja figuram entre os produtos de maior procura pelos consumidores.
Visão Geral
O desafio para o setor de moda será equilibrar a alta demanda por produtos esportivos com a queda no fluxo de clientes presenciais. Com os jogos da próxima Copa previstos para o final da tarde e início da noite, a tendência é que o comportamento de compra se concentre ainda mais em momentos de lazer e confraternização, exigindo que os lojistas adaptem suas estratégias para compensar a redução da visitação física durante os horários das partidas.
Créditos: Misto Brasil





















