ANEEL divulga os resultados do desempenho das distribuidoras na continuidade do fornecimento de energia elétrica em 2024
Os consumidores brasileiros ficaram, em média, 10,24 horas sem energia elétrica e enfrentaram 4,89 interrupções no fornecimento em 2024, mostra levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgado na quarta-feira (03/04).
Ambos os indicadores apresentaram melhora em relação ao registrado no ano anterior. Em 2023, foram 10,43 horas em média sem energia e 5,24 interrupções em média, resultando em reduções de 1,7% e 5%, respectivamente.
O levantamento ainda mostra que os consumidores receberam um total de R$ 1,12 bilhão em compensação por ocorrências no fornecimento de energia elétrica, superando o valor de R$ 1,08 bilhão registrado em 2023. A quantidade de compensações também aumentou, de 22,3 para 27,3 milhões.
Distribuidoras
A Aneel também divulgou o Ranking de Continuidade, que compara o desempenho de uma distribuidora em relação às demais empresas no quesito de continuidade do fornecimento de energia elétrica.
Foram avaliadas todas as concessionárias do país no período de janeiro a dezembro de 2025, divididas em dois grupos: concessionárias de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil; e concessionárias de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.
O Desempenho Global de Continuidade (DGC) leva em conta a duração e a frequência das interrupções em relação ao limite estabelecido pela reguladora. Quanto menor o DGC, melhor a avaliação da empresa.
Das empresas de grande porte, a campeã foi a CPFL Santa Cruz (SP), seguida por Energisa Paraíba e Energisa Rondônia, empatadas em segundo lugar. A distribuidora que mais evoluiu em 2024 foi a Neoenergia Brasília (DF), com um avanço de 9 posições em relação a 2023. As concessionárias que mais regrediram no ranking foram Enel RJ, Enel CE e RGE (RS), todas com recuo de 6 posições em comparação a 2023.
Das empresas com até 400 mil consumidores, a campeã foi a Pacto Energia (PR), antiga Força e Luz Coronel Vivida. As distribuidoras que mais evoluíram em 2024 foram CHESP (GO), com o avanço de 6 posições, e UHENPAL (RS), que subiu 2 posições. As concessionárias que mais regrediram no ranking foram a ELETROCAR (RS), com recuo de 5 posições, e as distribuidoras ELFSM (ES) e DEMEI (RS), que caíram 4 posições em comparação a 2023.
A Aneel destacou a entrada das distribuidoras Energisa Rondônia, Energisa Acre e Equatorial Piauí no ranking, após diversos anos de exclusão, em virtude de terem passado pelo regime de designação, com limites de indicadores flexibilizados.
As distribuidoras Amazonas Energia, CEA, Equatorial Alagoas e Roraima Energia permanecem excluídas do ranking por ainda estarem com limites de indicadores flexibilizados pós designação.
Ranking das concessionárias de distribuição de grande porte:
Empresa | Índice |
1º CPFL Santa Cruz | 0,58 |
2º Energisa PB | 0,62 |
2º Energisa RO | 0,62 |
4º Neoenergia Cosern | 0,63 |
5º ESS | 0,64 |
6º CPFL Paulista | 0,67 |
6º EDP ES | 0,67 |
6º Equatorial PA | 0,67 |
6º Energisa TO | 0,67 |
10º Energisa MT | 0,68 |
11º CPFL Piratininga | 0,69 |
11º Energisa Minas Rio | 0,69 |
13º Neoenergia Coelba | 0,71 |
14º Neoenergia Elektro | 0,72 |
15º EDP SP | 0,74 |
15º Energisa MS | 0,74 |
15º RGE | 0,74 |
18º Energisa SE | 0,75 |
18º Neoenergia Brasília | 0,75 |
20º Neoenergia Pernambuco | 0,77 |
21º Enel SP | 0,80 |
21º Equatorial PI | 0,80 |
21º Light | 0,80 |
24º Enel CE | 0,82 |
24º Equatorial MA | 0,82 |
26º Celesc | 0,85 |
27º Enel RJ | 0,86 |
28º Cemig | 0,91 |
29º Copel | 0,92 |
30º Equatorial GO | 1,19 |
31º CEEE | 1,76 |