A Axia Energia deu o sinal verde para uma nova captação de R$ 500 milhões no mercado, apostando em debêntures incentivadas para financiar seus próximos projetos de expansão e infraestrutura.
A Axia Energia (AXIA3) oficializou a estruturação de sua 11ª emissão de títulos de dívida, buscando reforçar sua estrutura de capital no mercado doméstico. O conselho administrativo da companhia autorizou a captação de meio bilhão de reais através de debêntures simples, que não podem ser convertidas em ações.
A estratégia utiliza as vantagens da Lei 12.431/2011, que concede incentivos fiscais para investimentos em projetos de energia. Com isso, a empresa atrai investidores interessados em ativos de infraestrutura que oferecem melhores condições tributárias, um movimento cada vez mais frequente no setor elétrico brasileiro em busca de funding de longo prazo.
Detalhes da operação e prazos
O plano é realizar uma oferta pública sob o regime de registro automático na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os papéis serão exclusivos para o público de investidores profissionais, dado o perfil de alta qualidade creditícia da companhia.
A estrutura de pagamento foi desenhada para preservar o fluxo de caixa da geradora. Com vencimento estipulado para julho de 2036, a amortização do principal será concentrada apenas nos três anos finais do contrato. Os juros, por sua vez, serão pagos semestralmente, sem períodos de carência.
Disciplina na remuneração
Para garantir a saúde financeira e evitar custos excessivos de endividamento, a empresa estabeleceu um teto para os rendimentos que serão definidos no processo de bookbuilding.
> “A remuneração máxima ficou atrelada a indicadores de mercado, limitando o custo do capital ao maior valor entre a variação da NTN-B 2035 com desconto de 0,20% ou o IPCA somado a um spread de 7,80% ao ano.”
Este movimento reflete a estratégia da Axia Energia em otimizar seu passivo. Ao optar por debêntures incentivadas, a companhia aproveita a forte demanda institucional por papéis de dívida com benefícios fiscais, que reduzem a carga tributária para investidores estrangeiros e fundos de investimento, facilitando a liquidez no mercado secundário.
Embora a estrutura tenha sido aprovada pelo conselho, a oferta pública ainda depende de trâmites finais e do registro junto aos órgãos reguladores. Por enquanto, a decisão interna reforça o compromisso da geradora com a transparência e o planejamento financeiro rigoroso diante dos desafios de expansão do setor elétrico nacional.





















