Áustria registra corrida por R$ 215 milhões em subsídios solares em minutos, enquanto o Brasil amplia a cobrança do Fio B sobre a geração distribuída.
A busca por energia solar na Áustria gerou uma verdadeira corrida digital. Em apenas dez minutos, milhares de cidadãos garantiram senhas para disputar verbas governamentais voltadas a sistemas fotovoltaicos.
O incentivo austríaco distribuirá cerca de R$ 215 milhões nesta etapa final do programa. Os aportes podem alcançar o valor proporcional de até R$ 838 por kWp para instalações residenciais e comerciais.
Enquanto o país europeu injeta capital direto na transição energética, o cenário no Brasil exige atenção. Por aqui, a cobrança do Fio B reduz progressivamente o retorno financeiro da geração distribuída.
A corrida pelos subsídios europeus
O programa gerido pela agência OeMAG distribuiu cerca de 43.300 senhas virtuais de acesso em tempo recorde. Esse sistema de prioridade concede o direito de protocolar os projetos completos de painéis solares e baterias.
A altíssima demanda fez com que quase vinte mil registros fossem efetuados no primeiro minuto de abertura. O volume total do orçamento foi ampliado devido ao reaproveitamento de verbas de chamadas anteriores.
Os valores contemplam aportes financeiros diretos por capacidade instalada e preveem adicionais para quem optar por tecnologias fabricadas no continente europeu. No entanto, a alta concorrência deixará diversos solicitantes de fora.
Diante dessa disputa frenética por recursos públicos, autoridades do setor defendem mudanças profundas no formato de distribuição dos incentivos para os próximos anos.
A secretária de Estado de Energia defendeu o fim da corrida por segundos como critério para receber dinheiro público.
Mudanças previstas e o modelo brasileiro
A partir de 2027, o governo da Áustria pretende substituir o modelo de janelas temporais por um fluxo contínuo. A prioridade deixará de ser o painel isolado para focar no armazenamento inteligente de energia.
No Brasil, o avanço da energia solar enfrenta um panorama regulatório distinto. Sob as regras da Lei 14.300, a tarifa referente ao uso da rede de distribuição encarece anualmente para novos proponentes.
Em 2026, os consumidores
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