O governo federal prepara uma nova deliberação sobre a ampliação da mistura de etanol na gasolina, visando fortalecer a autonomia energética e reduzir importações do combustível fóssil.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve retomar, na próxima quarta-feira (8.jul), a discussão decisiva sobre a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina brasileira. A proposta, que visa elevar o teor de 30% (E30) para 32% (E32), é uma das principais pautas da agenda de Alexandre Silveira, titular do Ministério de Minas e Energia (MME).
A pauta, que já enfrentou três cancelamentos sucessivos desde o início de maio, é considerada estratégica pelo atual governo. Após instabilidades nas agendas anteriores — que incluíram viagens presidenciais e motivos técnicos —, a expectativa é que o colegiado, formado por 18 pastas ministeriais, valide a medida sem enfrentar resistências significativas.
Impacto na autonomia energética
A transição para o padrão E32 não atende apenas ao objetivo de descarbonização da matriz de transportes, mas é encarada como um pilar de segurança para o mercado de combustíveis. Com a crescente volatilidade em regiões geopolíticas críticas, como o Oriente Médio, o governo busca isolar o país de choques externos no fornecimento de derivados de petróleo.
Dados do governo indicam que a adoção da nova mistura pode reduzir a necessidade de importação de gasolina em cerca de 450 milhões de litros. Para o setor sucroenergético, a mudança representa uma vitória expressiva, consolidando a importância do biocombustível na composição do consumo nacional e incentivando a produção interna em larga escala.
A concretização desta política reforça o compromisso da gestão com a transição energética e a valorização dos recursos renováveis. Com o aval do CNPE, a medida deve ser rapidamente implementada, transformando a dinâmica de abastecimento e fortalecendo a competitividade da indústria de etanol no mercado brasileiro.






















