A B3 torna-se a terceira entidade habilitada pela ANP para o registro de CGOBs, marcando um passo decisivo na estruturação do mercado de biometano no Brasil.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acaba de ampliar o ecossistema de infraestrutura voltado à certificação de biometano.
Com a inclusão da B3 como entidade registradora, o país passa a contar com três instituições capacitadas para operacionalizar o sistema de Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB).
O movimento, consolidado durante a reunião colegiada de diretoria nº 1.167, visa dar escala e segurança jurídica ao nascente mercado.
Além da B3, a ACX Brasil e o Instituto Totum já figuram como registradoras, compondo um cenário de maior competitividade para a rastreabilidade da energia limpa.
Infraestrutura para a descarbonização
A estruturação deste mercado é fundamental para que empresas possam comprovar o consumo de fontes renováveis e avançar em suas metas de descarbonização.
Além das registradoras, o ecossistema já dispõe de sete Agentes Certificadores de Origem (ACOs) e três escrituradores, formando a base necessária para o ciclo de vida dos títulos.
A regulação da ANP assegura que o sistema de CGOB garanta transparência em todo o processo, desde a emissão na planta produtora até a eventual aposentadoria do crédito, evitando o double counting (dupla contagem) e fortalecendo a credibilidade do insumo brasileiro.
A ANP destacou em comunicado oficial:
“A ampliação do número de agentes habilitados demonstra o crescente interesse do mercado no desenvolvimento do setor de biometano e reforça os preparativos para o início das operações do mercado de CGOBs no Brasil”
Próximos passos do mercado
A entrada de uma gigante como a B3 é vista pelo setor como um sinal de maturidade.
A expectativa é que, com mais opções de registros e agentes, o custo operacional seja reduzido e a liquidez dos certificados aumente nos próximos meses.
Com o fortalecimento dessa infraestrutura, o Brasil se posiciona de forma mais estratégica na transição energética global.
A expectativa é que o modelo de comercialização de biometano ganhe tração, conectando produtores rurais e indústrias que buscam alternativas sustentáveis ao gás fóssil, consolidando o papel do combustível renovável como um pilar essencial na matriz energética nacional.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Abertura do mercado livre de energia exige regulação rigorosa para proteger o consumidor brasileiro
· Regulação
LEIA MAIS
Aneel define retorno econômico como critério para medidores inteligentes
· Regulação
LEIA MAIS
Como o ONS reduziu em 98% o tempo de comunicação do sistema elétrico nacional com tecnologia
· Instagram
LEIA MAIS















