América Latina: Eólica lidera crescimento da geração elétrica com aumento expressivo

América Latina: Eólica lidera crescimento da geração elétrica com aumento expressivo
América Latina: Eólica lidera crescimento da geração elétrica com aumento expressivo | Reprodução: Freepik / Pixabay
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O vento impulsiona a transição energética na América Latina: a energia eólica lidera o crescimento da geração elétrica, superando a queda das hidrelétricas, conforme dados da OLADE.

A América Latina e o Caribe estão experimentando uma notável transformação em sua matriz de geração de energia, com um novo estudo da Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) revelando tendências claras para o futuro. A análise comparativa entre abril de 2025 e abril de 2026 destaca um cenário dinâmico, onde as fontes renováveis continuam a desempenhar um papel crucial, mas com mudanças significativas em sua composição.

O ponto mais relevante dos dados divulgados pela OLADE é o avanço espetacular da energia eólica. Apesar de uma forte retração na produção das hidrelétricas, as usinas movidas a vento foram as grandes protagonistas do crescimento, sinalizando uma mudança importante no panorama energético regional e reforçando o compromisso com a sustentabilidade.

Energia Eólica: O Motor do Crescimento Regional

A energia eólica firmou-se como a principal fonte de expansão na América Latina e no Caribe. Em abril de 2026, a produção de usinas eólicas nos 27 países membros da OLADE registrou um aumento impressionante de 5,1 TWh em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento demonstra a crescente maturidade e competitividade do setor eólico, que se estabelece como um pilar fundamental para a geração elétrica futura da região. Paralelamente, a energia solar também contribuiu para a matriz limpa, adicionando 0,7 TWh.

Hidrelétricas em Retração e Outras Fontes em Ascensão

Em contraste com o avanço das fontes eólicas e solares, as hidrelétricas enfrentaram um período desafiador, com uma queda de 9,4 TWh na geração de eletricidade em abril de 2026 comparado a abril de 2025. Essa redução, que pode estar ligada a fatores climáticos e hídricos, foi parcialmente compensada pela expansão de outras fontes. O gás natural cresceu 4,6 TWh, tornando-se a segunda maior fonte de aumento absoluto, seguido pela bioenergia com 3,3 TWh. O carvão mineral, petróleo e derivados, e a geração nuclear também apresentaram aumentos menores, de 1,3 TWh, 0,5 TWh e 0,4 TWh, respectivamente.

Energias Renováveis Mantêm a Liderança

Mesmo com o declínio da energia hidrelétrica, as energias renováveis continuaram a dominar a matriz elétrica da América Latina e do Caribe. Em abril de 2026, dos 164 TWh totais gerados, 110 TWh (equivalente a 67%) vieram de fontes limpas. Os restantes 54 TWh (33%) foram supridos por fontes não renováveis. Essa predominância não foi um evento isolado; ao longo dos 14 meses entre março de 2025 e abril de 2026, as fontes limpas consistentemente representaram mais de 60% da produção elétrica regional, atingindo um pico de 72% em outubro de 2025.

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O Destaque do Brasil na Matriz Renovável

Analisando os países individualmente, o Brasil se sobressai na adoção de energias renováveis. Com 88% de sua geração elétrica proveniente de fontes limpas em abril de 2026, o país superou a média regional em 21 pontos percentuais, garantindo a quinta posição entre os 27 membros da OLADE. O Paraguai liderou o ranking com 100% de geração renovável, seguido por Uruguai (97%), Costa Rica (92%) e Equador (92%). Outros países como Colômbia (87%), Venezuela (86%), Belize (76%) e Peru (68%) também demonstraram forte compromisso com a energia verde.

Diversidade Energética na Região

A realidade, contudo, é bastante heterogênea na América Latina. Enquanto alguns países exibem uma matriz predominantemente renovável, outros ainda dependem significativamente de fontes não renováveis. Exemplos incluem Trinidad e Tobago, com apenas 1% de participação renovável, Bahamas com 3%, Barbados com 5% e Jamaica com 10%. Essa variação ressalta os desafios e oportunidades contínuos na transição energética em toda a região.

O avanço da energia eólica na América Latina e no Caribe representa um marco significativo na busca por um futuro energético mais sustentável. Apesar das flutuações nas hidrelétricas, a resiliência e o crescimento das energias renováveis, especialmente a eólica e solar, confirmam o compromisso da região com a descarbonização. O cenário aponta para uma transição energética contínua, onde o investimento em infraestrutura eólica será cada vez mais vital para atender à crescente demanda por geração elétrica limpa e fortalecer a segurança energética regional.

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