A Aggreko assumiu o controle total de usinas térmicas no interior do Amazonas, ampliando sua presença em redes isoladas com foco em eficiência e inovação.
A transição energética ganha um novo capítulo na Região Norte com uma importante movimentação corporativa. A multinacional Aggreko finalizou a compra de seis usinas termelétricas que pertenciam à Brasil Bio Fuels (BBF), somando 11,4 MW de capacidade instalada em territórios de difícil acesso.
Com essa conclusão, a companhia passa a deter 100% do Consórcio Geração Amazonas (CGA). O movimento consolida uma estrutura robusta de 32 plantas e 149,1 MW sob gestão direta nos sistemas isolados do estado, essenciais para abastecer comunidades que não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Expansão geográfica e novas tecnologias
As unidades recém-adquiridas estão estrategicamente distribuídas em municípios como Tabatinga (no distrito de Belém dos Solimões), Atalaia do Norte (Estirão do Equador e Palmeiras do Javari), Benjamin Constant (Feijoal), além das localidades de Envira e Ipixuna.
A integração dessas plantas abre caminho para a implementação de tecnologias avançadas de gestão energética. A empresa pretende aplicar nesses locais o modelo de hibridização, que une a geração térmica a fontes limpas, como a energia solar, acompanhada por sistemas de armazenamento em baterias.
Monitoramento inteligente e logística fluvial
Para superar os desafios geográficos da região amazônica, a operação aposta em automação de ponta. O controle das unidades é feito à distância por meio do software Core, que acompanha em tempo real o consumo de combustíveis e o desempenho das máquinas sem a exigência de visitas presenciais constantes.
Nos sistemas isolados, existem localidades que ainda precisam de soluções para garantir o fornecimento de energia. A Aggreko tem experiência para atuar em regiões onde a infraestrutura e a logística exigem um modelo diferente de operação. Esse conhecimento nos permite buscar soluções mais eficientes e adequadas às necessidades de cada localidade.
A infraestrutura local conta com o suporte de aproximadamente 250 colaboradores na região, incluindo a base administrativa em Manaus. A movimentação de equipes e suprimentos depende de uma complexa logística fluvial pelos rios amazônicos.
Próximos passos no setor de energia limpa
Os contratos vigentes asseguram o funcionamento ininterrupto dos geradores pelos próximos oito anos, garantindo estabilidade para os moradores locais.
A estratégia da companhia na região demonstra como a transição para a energia limpa em áreas remotas exige a combinação entre tecnologia digital, eficiência operacional e adaptação logística, preparando o terreno para futuros projetos sustentáveis na Amazônia.
















