A Avá Editora, sediada em Brasília, inaugura o selo Furtador, uma iniciativa focada exclusivamente em literatura LGBTQIAPN+ que busca dar visibilidade e protagonismo a vozes da comunidade.
O mercado editorial brasileiro ganha um novo fôlego com a criação do selo Furtador, uma ramificação da consolidada Avá Editora, que atua na capital federal há anos.
A iniciativa nasce com a premissa de oferecer um espaço seguro e profissional para a produção literária voltada às vivências e identidades da diversidade sexual e de gênero.
Com uma trajetória marcada por mais de duas centenas de publicações, a Avá Editora agora expande seu escopo ao dedicar uma linha editorial exclusiva ao segmento.
A curadoria e a execução do projeto são inteiramente conduzidas por profissionais da própria comunidade, garantindo que a narrativa e a seleção das obras mantenham a autenticidade e o respeito necessários ao tema.
Um chamado para novas vozes
O projeto debuta no cenário nacional através de um edital de chamamento público, que convoca escritores de todo o país para submeterem produções inéditas.
O objetivo imediato é a organização de uma antologia que reunirá dez textos escolhidos, servindo como uma vitrine para talentos que, muitas vezes, encontram barreiras de entrada nas grandes editoras comerciais.
A iniciativa busca consolidar um espaço de resistência cultural, garantindo que o protagonismo narrativo seja exercido por aqueles que vivenciam as nuances da identidade LGBTQIAPN+ no cotidiano.
As inscrições são gratuitas e permanecem abertas até o dia 11 de dezembro de 2026.
A seleção é aberta a maiores de 18 anos residentes no território nacional, independentemente de possuírem currículo prévio no mercado literário.
O foco central do edital é a originalidade: os textos enviados não podem ter circulado anteriormente, seja em formatos impressos, e-books ou plataformas que utilizem ISBN.
Impacto e compromisso cultural
A idealização de Natália Aniceto e a curadoria de Liara Oliveira conferem ao selo Furtador uma identidade voltada para o acolhimento da pluralidade.
A proposta não é apenas publicar livros, mas construir um acervo de resistência que documente a diversidade cultural do Brasil sob uma perspectiva genuína e não estereotipada.
Para o cenário literário do Distrito Federal, a criação deste selo reforça o papel da capital como um polo de inovação editorial.
A expectativa é que, com o lançamento da antologia, novas vozes passem a ocupar o mercado, ampliando as referências e os debates em torno da literatura contemporânea produzida por pessoas LGBTQIAPN+ no país.













