A gigante do setor de energia MOL Group inaugura uma unidade de biometano na Hungria, capaz de converter resíduos agrícolas em gás renovável para 8.500 residências locais.
A transição energética ganha um novo impulso na Europa com a recente inauguração da primeira usina de biometano do MOL Group.
Localizada em Szarvas, a planta representa um movimento estratégico de uma das maiores companhias de petróleo e gás em direção à economia circular e à descarbonização.
O projeto, que recebeu um aporte de aproximadamente 7 milhões de euros, não apenas diversifica a matriz energética da região, mas também estabelece um novo padrão para o reaproveitamento de resíduos orgânicos, injetando o combustível diretamente na rede nacional de distribuição de gás.
Tecnologia e eficiência na produção de energia limpa
A modernização da planta, que já operava anteriormente com biogás, foi realizada com o suporte tecnológico do Gruppo AB.
O sistema avançado de purificação remove dióxido de carbono e impurezas, garantindo que o gás gerado possua a qualidade técnica necessária para substituir o gás natural convencional.
A escala da operação é expressiva. Anualmente, a unidade está projetada para substituir mais de 7 milhões de metros cúbicos de gás fóssil, suprindo a demanda energética de cerca de 8.500 lares húngaros.
A matéria-prima é composta por um vasto volume de rejeitos da indústria de carne e resíduos agrícolas, incluindo esterco e dejetos de criações de animais da região.
“A nova infraestrutura em Szarvas é um passo fundamental para o nosso compromisso com a sustentabilidade, permitindo que a empresa integre o biometano como uma solução eficiente no portfólio de produtos de baixo carbono.”
Do biogás à rede nacional de gás
Antes desta intervenção, a fábrica em Szarvas funcionava sob um modelo de cogeração, convertendo biogás em eletricidade e calor.
Com a nova configuração, a MOL amplia o aproveitamento energético, permitindo que parte do biogás seja refinado e destinado ao mercado consumidor via rede de distribuição, além da geração de energia elétrica.
Este projeto faz parte da estratégia de negócios denominada Shape Tomorrow, que visa adaptar a infraestrutura da companhia para um futuro de menores emissões.
O grupo já avalia o desempenho desta unidade como uma espécie de “projeto-piloto” para futuros investimentos na área de energias renováveis e biometano.
Com a operação em fase final de ajustes, a expectativa é que a produção em escala industrial ganhe ritmo constante ainda neste mês de outubro.
O sucesso desta iniciativa reforça a viabilidade do biometano como uma peça-chave para a segurança energética e a sustentabilidade no continente europeu.















