No Dia do Eletricista, o Grupo Equatorial destaca como a integração de drones, sistemas inteligentes e tecnologias de ponta, aliada à resiliência diante de eventos climáticos extremos, está transformando a atuação de 21 mil profissionais essenciais ao setor elétrico.
Subir em postes, reparar cabos e restabelecer o fornecimento de luz continuam sendo pilares fundamentais na rotina dos eletricistas. No entanto, a profissão passou por uma mudança significativa nos últimos anos, migrando do trabalho puramente braçal para uma operação integrada à era digital. Hoje, ferramentas de alta tecnologia e sistemas de automação são aliados indispensáveis de quem atua na linha de frente do setor de energia.
Neste 17 de outubro, Dia do Eletricista, o Grupo Equatorial evidencia como essas inovações estão redefinindo uma carreira essencial para o funcionamento do Brasil. Com operações em sete estados, a companhia mantém cerca de 21 mil eletricistas preparados para lidar com desafios que vão desde a manutenção cotidiana em grandes centros urbanos até intervenções complexas em áreas de difícil acesso.
A tecnologia a favor da eficiência
A rotina operacional foi otimizada com o uso de dispositivos modernos, como tablets georreferenciados e drones para inspeções preventivas. Destaque para o uso do ADMS (Advanced Distribution Management System), uma plataforma que integra dados da rede e permite que os centros de operação monitorem a situação em tempo real.
Douglas Misael Moreira da Silva, eletricista da CEEE Equatorial no Rio Grande do Sul, afirma que a digitalização tornou as tarefas mais ágeis.
No início, o trabalho era muito braçal e as atividades exigiam bastante tempo. Com o SIGA, por exemplo, conseguimos localizar com mais facilidade e precisão os pontos da rede onde há uma ocorrência. O Centro de Operações nos orienta até o local e fornece informações sobre o problema que podemos encontrar. Isso otimiza o tempo e torna o atendimento mais ágil
Habilidades conectadas e o fator humano
A evolução das ferramentas de trabalho — que agora incluem caminhões com cestos hidráulicos e equipamentos de automação — exige que o eletricista moderno domine novas competências. Segundo Joe Louis Tavares Morra, superintendente de Operações do Grupo Equatorial, o perfil profissional mudou:
Hoje, o profissional precisa ter familiaridade com equipamentos de informática, utilizar tablets e interpretar mapas e imagens da rede elétrica, além de compartilhar informações de campo em tempo real com os centros de operações
Mesmo com sistemas autônomos que isolam falhas remotamente, o superintendente ressalta que o trabalho humano é insubstituível. A expertise técnica para avaliar condições específicas e executar reparos seguros permanece como a habilidade mais crítica em campo.
O desafio frente às mudanças climáticas
A adaptação é hoje a palavra de ordem. O aumento de eventos climáticos extremos exige uma capacidade de resposta rápida e coordenada. Em 2024, equipes de diversas regiões do país foram mobilizadas para apoiar o Rio Grande do Sul em situações críticas de enchentes, demonstrando a força do trabalho integrado.
O Grupo Equatorial utiliza monitoramento meteorológico avançado para antecipar a mobilização de contingentes. Quando a severidade do clima ultrapassa a capacidade local, um plano de auxílio mútuo é ativado, garantindo que profissionais experientes sejam deslocados para acelerar o restabelecimento da energia elétrica.
Segurança em primeiro lugar
Mesmo com todo o avanço tecnológico, a proteção da vida continua sendo a prioridade absoluta. O protocolo rigoroso de cinco etapas — análise de riscos, desenergização, bloqueio, verificação de ausência de tensão e aterramento temporário — é seguido em cada intervenção.
À medida que o setor de energia limpa e infraestrutura avança, a tecnologia serve como um braço de suporte, mas é a dedicação desses profissionais que garante a continuidade dos serviços essenciais. A cada nova solução tecnológica implantada, o objetivo principal permanece inalterado: garantir a segurança e o conforto da população, mantendo as luzes acesas em lares, hospitais e escolas de todo o Brasil.
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