Celina Leão defende expansão do Cartão Creche e fortalecimento da rede de proteção às mulheres durante agenda pública em Ceilândia, mirando o segundo turno no Distrito Federal.
A corrida eleitoral no Distrito Federal ganhou um novo capítulo voltado para políticas sociais e infraestrutura comunitária. Em ato público realizado na Associação Casa de Apoio à Comunidade de Ceilândia (Acac), a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) colocou o foco de sua campanha na primeira infância e na segurança feminina.
Durante a celebração do Dia das Crianças, a chefe do Executivo local detalhou propostas para garantir maior autonomia financeira às mães solo e ampliar o suporte a vítimas de violência doméstica. A estratégia busca consolidar votos nas regiões administrativas mais populosas da capital do país, aproveitando o momento favorável nas pesquisas de intenção de voto.
Educação infantil e autonomia financeira
Um dos pilares apresentados pela campanha é a ampliação do Cartão Creche, medida que visa desafogar a demanda por vagas na rede pública e facilitar o acesso à educação infantil. Aliado a isso, o plano de governo prevê a oferta de cursos de capacitação profissional direcionados especificamente a mulheres que criam os filhos sozinhas.
A descentralização desses atendimentos pretende criar um ecossistema onde a qualificação profissional caminhe lado a lado com o suporte educacional para os filhos. Com isso, o governo espera inserir mais mulheres no mercado de trabalho formal, reduzindo a vulnerabilidade social em áreas periféricas.
A nossa prioridade é garantir que nenhuma mãe precise escolher entre trabalhar e cuidar dos seus filhos com segurança e dignidade.
Expansão da rede de proteção feminina
Outro ponto central da agenda é o reforço nos mecanismos de combate à violência de gênero no Distrito Federal. A meta anunciada é saltar de 14 para 31 equipamentos públicos dedicados exclusivamente ao atendimento e amparo às mulheres em situação de risco.
O planejamento engloba o fortalecimento de iniciativas já conhecidas, como o Aluguel Social, o programa Viva Flor, o Províd, o Copom Mulher e a ferramenta digital Mulher Segura DF. A integração desses serviços busca criar uma barreira mais eficiente contra a violência doméstica.
Do ponto de vista político, o movimento ocorre em um cenário de vantagem nos levantamentos de intenção de voto. Pesquisas recentes dos institutos Quaest e Datafolha apontam a liderança da candidata na disputa do segundo turno, com 61,5% dos votos válidos registrados no último levantamento da Quaest.
Nos próximos dias, a campanha deve intensificar as visitas a outras grandes regiões administrativas, mantendo o tom de prestação de contas e apresentação de novas diretrizes para o próximo mandato. O foco na pauta social e na segurança pública continuará sendo o principal argumento para atrair o eleitorado indeciso nesta reta final.
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