A Neoenergia Coelba obteve flexibilização em suas metas de atendimento pela Aneel, mas enfrentará multas milionárias caso não atinja os novos prazos de melhoria.
A prestadora de serviços elétricos Neoenergia Coelba firmou um novo acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para aprimorar o tempo de resposta em ocorrências emergenciais no estado da Bahia.
A decisão estipula que a concessionária otimize seus processos operacionais até os anos finais desta década, sob o risco de penalidades financeiras severas que podem alcançar cifras milionárias em caso de desrespeito às diretrizes regulatórias.
O cenário atual exige uma transformação profunda nos serviços prestados aos consumidores baianos.
Durante as avaliações recentes do setor elétrico, constatou-se que o índice de espera na região superava significativamente a média nacional, motivando uma intervenção rigorosa dos órgãos fiscalizadores para garantir maior eficiência na distribuição de energia.
Novos Prazos e Penalidades Severas
Pelos termos revisados pela superintendência técnica da Aneel, a companhia precisará atingir um patamar médio de 9,83 horas até o encerramento de 2026.
Já para o ciclo que se fecha em dezembro de 2027, o limite exigido passará a ser de 8,57 horas.
Caso a empresa falhe em cumprir essas diretrizes estipuladas, uma sanção financeira de R$ 2,39 milhões poderá ser aplicada diariamente.
A cobrança, contudo, possui um teto máximo estipulado em um período consecutivo de trinta dias de descumprimento.
Argumentos de Defesa e Ajustes Operacionais
Durante o processo administrativo, a diretoria da concessionária pontuou diversos desafios estruturais encontrados na zona de atendimento.
Entre os pontos levantados estavam a vasta extensão territorial do território baiano, a baixa densidade demográfica em zonas campestres, além de obstáculos logísticos ligados à infraestrutura rodoviária e de telecomunicação.
Apesar das justificativas apresentadas, os técnicos do órgão regulador pontuaram que tais adversidades fazem parte do risco inerente à atividade concessionada.
Em resposta às demandas de melhoria, a empresa detalhou um plano robusto de reestruturação interna.
Nos últimos dois anos, a empresa vem apresentando evolução consistente no indicador, alcançando redução de 17% do índice no período.
Para alcançar as exigências da reguladora, a corporação implementou medidas significativas na sua cadeia logística e de recursos humanos.
Houve a integração de mais de uma centena de equipes extras de prontidão e a contratação de dezenas de novos profissionais eletricistas especializados para atuar nas regiões mais críticas.
As perspectivas para o mercado de energia limpa e infraestrutura apontam para um monitoramento ainda mais rigoroso das concessionárias em todo o território nacional.
A expectativa é que a cobrança por eficiência impulsione investimentos em automação de redes e modernização tecnológica, beneficiando diretamente os consumidores do setor regulado nos próximos anos.

















