A Petrobras atingiu um marco histórico na B3 ao superar R$ 700 bilhões em valor de mercado, impulsionada por uma nova descoberta na costa do Amapá e pelo avanço na produção de energia fóssil.
A Petrobras fechou o pregão da última sexta-feira (2) alcançando um patamar inédito em sua história na B3. A estatal brasileira ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos R$ 700,08 bilhões em valor de mercado, somando impressionantes R$ 20,9 bilhões de acréscimo em apenas uma sessão na bolsa de valores.
Esse salto financeiro histórico veio acompanhado de um anúncio crucial para o setor de óleo e gás: a confirmação de uma nova ocorrência de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas. O momento consolida uma fase de forte otimismo dos investidores com a gestão e os resultados operacionais da companhia.
Avanço na Margem Equatorial e novas descobertas
A nova revelação ocorreu no poço exploratório Morpho, situado no bloco FZA-M-59, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. Com uma lâmina d’água de quase 2.900 metros, esta é a segunda constatação positiva na mesma estrutura desde o anúncio anterior feito em agosto.
Adquirido originalmente na 11ª Rodada de Licitações da ANP em 2013, o bloco representa a aposta da empresa em novas fronteiras exploratórias. O objetivo central é a recomposição de reservas de hidrocarbonetos, garantindo a longevidade da produção energética do país frente aos desafios globais de transição para fontes de energia limpa.
Desempenho operacional e valorização recorde
As ações da petroleira refletiram imediatamente o otimismo do mercado. Os papéis preferenciais (PETR4) registraram alta de 2,81%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) avançaram 3,25%, mesmo com a estabilidade nos preços internacionais do petróleo Brent.
O desempenho excepcional reflete o sucesso da nossa estratégia operacional, marcada pelo aumento consistente da produção, eficiência no refino e foco na recomposição de reservas para o futuro do país.
Destacou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ao pontuar os fatores que sustentam o quarto recorde de valor de mercado da estatal no ano de 2026.
Enquanto o mercado de transição energética ganha força globalmente, a estatal brasileira segue expandindo seus volumes. A produção diária saltou de cerca de 2,5 milhões de barris no primeiro trimestre para quase 3 milhões em setembro. Nos primeiros nove meses do ano, a entrega combinada de valorização acionária e pagamento de dividendos superou grandes concorrentes globais, como ExxonMobil e Shell, consolidando um cenário de forte atratividade para os acionistas.
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