A ausência da governadora Celina Leão e o foco crítico sobre a gestão do BRB dominaram o último debate eleitoral, evidenciando tensões políticas às vésperas do primeiro turno.
O último encontro entre os postulantes ao Governo do Distrito Federal, realizado antes do pleito deste domingo (04), foi marcado pela cadeira vazia da governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP). Em conformidade com as regras do evento, o espaço destinado à progressista tornou-se o principal alvo de questionamentos e críticas por parte dos demais participantes.
Além da ausência da chefe do Executivo local, o debate foi pautado pela presença de Kiko Caputo (Novo), que garantiu seu espaço após decisão liminar do ministro Nunes Marques, do TSE. O cenário de incertezas jurídicas também impactou a ausência de José Roberto Arruda (PSD), impedido pela Justiça Eleitoral, fato que gerou desconforto e divergências entre os candidatos presentes, como Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).
Tensões no debate e o foco no BRB
A gestão financeira do Banco de Brasília (BRB) ocupou um papel central nas discussões. Os candidatos questionaram a transparência da instituição e o uso de recursos públicos. Leandro Grass reforçou denúncias sobre o suposto remanejamento de verbas da saúde para suprir necessidades do banco, enquanto Paula Belmonte cobrou a divulgação imediata dos balanços financeiros da estatal.
Paula Belmonte afirmou:
Celina não apresentou ainda o balanço do BRB.
A ausência de Celina Leão foi interpretada por Ricardo Cappelli como uma demonstração de soberba por parte da base governista. Segundo ele, o grupo acredita que o resultado do pleito já estaria decidido, ignorando uma parcela expressiva do eleitorado que ainda se declara indecisa, conforme apontado por levantamentos recentes da Real Time Big Data.
Debate entre presentes e desafios do DF
Embora a governadora tenha sido o foco principal, os candidatos presentes trocaram farpas sobre legados partidários e histórico administrativo. Ricardo Cappelli confrontou Kiko Caputo sobre questões de mobilidade urbana, enquanto o candidato do Novo classificou a atual gestão como a pior da história do Distrito Federal. Leandro Grass e Paula Belmonte também foram instados a responder sobre gestões passadas de seus respectivos partidos.
Apesar da troca de acusações, o debate careceu de profundidade em temas estruturantes. Questões cruciais, como a integração com a Região Metropolitana do Entorno, a parceria com o governo de Goiás e a proteção do Fundo Constitucional do Distrito Federal, ficaram de fora da pauta, deixando eleitores com poucas novidades sobre o futuro da capital.
O clima do confronto indica um cenário de incerteza para o próximo domingo. Com a manutenção das promessas repetidas e a ausência de temas vitais para o desenvolvimento regional, a decisão final recai agora sobre o corpo eleitoral, que deve definir nos próximos dias se opta pela continuidade ou pela mudança na condução do Palácio do Buriti.














