O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial aponta um cenário de contrastes: embora o avanço mensal tenha ganhado fôlego em diversas capitais, a tendência de longo prazo permanece em ritmo de arrefecimento.
O mercado de imóveis residenciais no Brasil apresentou um comportamento heterogêneo em agosto de 2026.
De acordo com o levantamento da Abecip, o índice IGMI-R registrou uma alta de 0,87% no mês, superando o desempenho de julho (0,61%).
No entanto, ao observar a janela de 12 meses, nota-se que a valorização dos ativos imobiliários mantém um processo de desaceleração constante, atingindo 14,73% — uma queda significativa frente ao ápice de 19,76% observado em março deste ano.
Dinâmica regional em destaque
Das dez capitais monitoradas pela pesquisa, seis registraram aceleração em seus preços durante o mês de agosto.
O destaque ficou com a região Sul e o Sudeste: Porto Alegre liderou o ranking mensal com alta de 1,66%, seguida de perto por Belo Horizonte, com 1,65%.
Em contraste, Curitiba seguiu caminho inverso, apresentando uma retração de 0,23%.
No consolidado do ano até agosto, o índice nacional acumula um incremento de 6,56%.
As disparidades regionais são evidentes: enquanto Fortaleza registra a menor valorização acumulada (2,59%), Recife mantém a liderança absoluta, com 12,04%.
Desempenho no Centro-Oeste e capitais
A capital federal, Brasília, apresenta um desempenho robusto, posicionando-se acima da média nacional.
Com uma valorização acumulada de 6,85% apenas em 2026 e um salto de 18,41% no comparativo de um ano, o Distrito Federal segue como um dos mercados mais aquecidos do país.
Confira como se comportaram os principais centros:
- Sudeste: São Paulo (0,81%) e Rio de Janeiro (1,09%) acompanharam o ritmo de alta mensal, mas no acumulado do ano, ambas permanecem ligeiramente abaixo do patamar nacional.
- Nordeste: Recife continua sendo o mercado mais expressivo em termos de valorização anual. Salvador demonstrou estabilidade, com leve oscilação negativa de 0,01% em agosto.
- Centro-Oeste: Goiânia, apesar de ter desacelerado em comparação ao mês anterior, mantém um resultado sólido no acumulado anual (7,98%).
Apesar da aceleração mensal pontual, a análise da Abecip reforça que o mercado imobiliário brasileiro está ajustando suas expectativas em 2026, com uma trajetória de crescimento mais moderada no longo prazo, distanciando-se dos picos de inflação setorial registrados no primeiro trimestre.















