Mudança de nome marca nova fase para ativos brasileiros da New Fortress Energy.
A transição dos ativos brasileiros da New Fortress Energy (NFE) para uma nova entidade operacional, agora batizada de Arxen, foi oficialmente concluída. A movimentação ocorre após um processo de reestruturação financeira do grupo e sinaliza um capítulo independente para as operações de energia limpa no Brasil.
A liderança da Arxen permanece sob o comando de Leandro Cunha, que segue como CEO. A manutenção da equipe executiva, incluindo Jeremy Dawson (COO) e Humberto Quintas (General Counsel e Compliance Officer), reforça a continuidade e a expertise já estabelecida nos negócios.
A empresa ressalta que a alteração de denominação ocorreu em esferas corporativas superiores, sem impactar contratos, licenças, ativos, operações e o quadro de colaboradores no país.
A nova estrutura societária trouxe consigo uma injeção de capital. Investidores institucionais globais, com comprovada experiência em infraestrutura e um histórico de aportes de longo prazo na América Latina, tornaram-se os novos acionistas da Arxen. Esta mudança visa garantir os recursos necessários para o avanço dos projetos em desenvolvimento.
O conselho administrativo da Arxen será presidido por Chuck Sledge, já familiarizado com a NFE, e contará com a participação de cinco conselheiros independentes, fortalecendo a governança corporativa.
Desinvestimento estratégico e consolidação de ativos
A criação da Arxen como uma companhia independente faz parte de uma reestruturação financeira mais ampla da New Fortress Energy, concluída em 11 de setembro. Como resultado, os credores que participaram do plano agora detêm a totalidade da nova empresa, que consolida terminais, usinas e outras operações energéticas no Brasil.
Essa transação também resultou na extinção de aproximadamente US$ 5,7 bilhões em dívidas.
Entre os ativos estratégicos sob a gestão da Arxen, destacam-se o complexo em Barcarena (Pará), que inclui a usina UTE Celba 2 (624 MW) e a planta PortoCem (1,6 GW), além do terminal de gás local. Adicionalmente, a empresa gerencia o Terminal Gás Sul (TGS) em Santa Catarina.
A companhia também está focada em projetos de expansão, como as usinas Celba 3 (100,9 MW) em Barcarena (PA) e UTE Lins (700 MW) em São Paulo. Ambas as térmicas foram vitoriosas no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) deste ano, assegurando sua futura contribuição para a matriz energética brasileira.
A Arxen inicia suas operações com um portfólio robusto e uma estratégia clara para impulsionar o crescimento e a sustentabilidade do setor de energia no Brasil, consolidando-se como um player chave no mercado.













