A Cemig anuncia nova diretoria, com Marco Aurélio Vasconcelos na presidência e Alexandre Ramos no Conselho de Administração. A movimentação ocorre em meio à auditoria da Cemig SIM.
As cadeiras de comando da Cemig, uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, passaram por uma significativa reconfiguração.
A companhia elegeu Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos como seu novo presidente e Alexandre Ramos Peixoto para a presidência do Conselho de Administração.
Essa série de decisões foi formalizada e aprovada pelo conselho da estatal mineira na última sexta-feira, 11 de setembro, conforme comunicado oficial.
A chegada de Marco Aurélio Vasconcelos à liderança executiva representa uma guinada em relação às expectativas anteriores.
O governo de Minas Gerais, principal acionista controlador da Cemig, havia previamente indicado outro nome para o cargo.
As mudanças na cúpula da Cemig acontecem em um período de intensa atenção sobre a subsidiária Cemig SIM, que atua no promissor segmento de geração distribuída.
Nova Liderança para a Estatal Mineira
A eleição de Marco Aurélio Vasconcelos para a presidência marca um novo capítulo para a Cemig.
Formado em direito pela PUC Minas e com especializações na área empresarial, o executivo traz uma bagagem profissional robusta.
Sua experiência abrange as esferas jurídica, de gestão e administração pública, com passagens por setores como saneamento, mineração, indústria e o próprio governo de Minas Gerais.
Vasconcelos chega à Cemig após atuar na Copasa, empresa de saneamento privatizada pelo governo mineiro em junho deste ano.
Na Copasa, ele desempenhou funções cruciais, como procurador-geral jurídico e assessor da presidência, e mais recentemente, desde 2022, como diretor adjunto jurídico, com foco em governança corporativa, regulação e desenvolvimento de negócios.
Alexandre Ramos Assume o Conselho em Período de Reestruturação
Em paralelo, Alexandre Ramos Peixoto, que ocupava a presidência da Cemig e a diretoria de Regulação e Relações Institucionais desde maio, assume agora a presidência do Conselho de Administração. Essa transição confirma uma indicação já esperada pelo acionista controlador.
Ramos é um engenheiro com longa carreira na Cemig e vasta experiência no setor elétrico.
Seu currículo inclui passagens por importantes instituições reguladoras e de planejamento, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Desde 2023, ele também preside o conselho de administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Foco na Cemig SIM e Transparência
A reorganização da liderança na Cemig está intrinsecamente ligada à necessidade de maior escrutínio sobre a Cemig SIM, braço da estatal voltado para a mini e microgeração distribuída (MMGD).
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), havia anunciado anteriormente que Alexandre Ramos e o vice-presidente jurídico da Cemig, Sérgio Pessoa de Paula Castro, seriam realocados para atuar nessa subsidiária.
Naquela ocasião, o governador enfatizou a importância de uma análise aprofundada.
“Os executivos teriam a missão de realizar uma apuração sobre a atuação da subsidiária e defendeu uma auditoria completa, executiva e definitiva na empresa.”
Esta movimentação estratégica surge poucas semanas após a demissão do diretor comercial da Cemig SIM, Rubens Soalheiro.
Soalheiro era investigado por suposto envolvimento em operações com o Banco Master, ligadas a Daniel Vorcaro, e a Green Investimentos, presidida por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel.
A Cemig já esclareceu publicamente que não mantém mais relações comerciais com a Green Investimentos.
As novas nomeações prometem trazer um novo fôlego e, ao mesmo tempo, um rigoroso processo de revisão para a Cemig.
A expectativa é que a experiência e o perfil de Marco Aurélio Vasconcelos na presidência, combinados com a visão de Alexandre Ramos no Conselho de Administração, fortaleçam a governança corporativa da companhia.
Em um cenário de crescentes desafios e oportunidades na transição energética, a transparência e a eficiência na gestão, especialmente no segmento de energia limpa e sustentável da geração distribuída, serão cruciais para o futuro da Cemig.















