O Ministério de Minas e Energia liberou as outorgas para dois projetos termelétricos a gás natural, viabilizados pelo leilão de reserva de capacidade realizado no primeiro semestre de 2026.
O setor de energia elétrica nacional avança com a regularização de novos ativos voltados à segurança do suprimento. O Ministério de Minas e Energia (MME) formalizou as outorgas para as usinas UTE SFE Guarani V2 e UTE Tacaimbó I 2B.
Ambos os projetos foram arrematados no certame de reserva de capacidade na forma de potência, realizado em março, reforçando a estratégia de expansão da base geradora com o uso do gás natural.
Essas unidades integram o grupo de 65 novos empreendimentos que tiveram sua viabilidade confirmada no leilão e agora dão o passo fundamental para o início efetivo das obras. A concessão dessas autorizações é uma etapa crucial para garantir que o cronograma de entrada em operação acompanhe a demanda projetada para o sistema elétrico nos próximos anos.
Estrutura e investimentos das novas usinas
A UTE SFE Guarani V2 será instalada em Camaçari, na Bahia, sob a operação da São Francisco Energia S.A. O projeto conta com capacidade instalada de 155,8 MW e um aporte estimado em R$ 693,8 milhões.
Para viabilizar a conexão, o empreendedor deverá construir uma subestação elevadora e uma linha de transmissão de 6,5 quilômetros.
Já a UTE Tacaimbó I 2B, localizada em Pernambuco, possui potência instalada de 97,5 MW, sendo 92 MW contratados no leilão. O projeto, liderado pela UTE Tacaimbó I Geração de Energia SA, demanda um investimento de R$ 437,7 milhões.
A estrutura de escoamento incluirá uma subestação dedicada e uma linha de transmissão de pouco mais de um quilômetro de extensão.
A regularização desses projetos, que contam com contratos de suprimento de 15 anos, é um sinal positivo para a confiabilidade do sistema elétrico, consolidando o papel estratégico das térmicas a gás natural no horizonte de planejamento energético até 2028.
Cronograma de execução
Os projetos possuem metas rigorosas a cumprir. A unidade baiana tem prazo até outubro de 2026 para obter as licenças ambientais, com início das obras previsto para abril de 2027 e operação em teste até agosto de 2028.
Em Pernambuco, o cronograma exige a licença ambiental até março de 2027 e o início dos testes operacionais para o primeiro trimestre de 2028.
A expectativa do governo é que, ao longo dos próximos meses, o restante dos projetos contratados no LRCap também obtenham suas autorizações, consolidando uma capacidade robusta de geração.
Com receitas fixas anuais na casa dos milhões — R$ 349,9 milhões para a SFE Guarani V2 e R$ 232 milhões para a Tacaimbó I 2B —, os empreendimentos reforçam a atratividade do mercado para investimentos em infraestrutura de grande porte no Brasil.
















