Operação policial desarticula esquema de agiotagem com atuação em três estados, movimentando mais de R$ 10 milhões e utilizando métodos violentos.
Um esquema criminoso dedicado à agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro, que operava em larga escala nos estados do Distrito Federal, Goiás e Tocantins, foi desmantelado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A ação, batizada de Operação Iustitia Victis, resultou na prisão de 11 pessoas e no bloqueio de bens e contas bancárias que somam mais de R$ 10,1 milhões.
As investigações ganharam força após um trágico evento: o suicídio de um comerciante de 68 anos, morador de Taguatinga, que se viu esmagado por dívidas contraídas junto aos agiotas. A situação se agravou com as ameaças que os criminosos passaram a direcionar à família da vítima, forçando-os a deixar o próprio lar por temerem por suas vidas.
Essa organização criminosa se destacava pela cobrança de juros exorbitantes, ultrapassando a marca de 20% mensais, e pela utilização de táticas agressivas e violentas para reaver os valores devidos. A estrutura do grupo era bem definida, com líderes, gestores, executores de cobrança e indivíduos responsáveis pelo suporte logístico, evidenciando um planejamento cuidadoso para a continuidade de suas atividades ilícitas.
A força-tarefa, que contou com a colaboração das polícias civis de Goiás e Tocantins, cumpriu um total de 47 mandados judiciais. As buscas resultaram na apreensão de armamentos, munições, veículos de alto valor e extensas listas de devedores, documentos que auxiliam a traçar o alcance da operação. As análises financeiras apontam que, somente entre janeiro e agosto de 2025, o grupo movimentou mais de R$ 10 milhões.
Os indivíduos detidos enfrentarão acusações pelos crimes de usura, extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Operação Iustitia Victis representa um golpe significativo contra a criminalidade financeira e a exploração predatória de dívidas, demonstrando a capacidade das forças de segurança em combater grupos organizados que se aproveitam da vulnerabilidade alheia.
















