A Aneel determinou a suspensão das operações na usina Capão do Inglês, no Rio Grande do Sul, após um incêndio destruir parte da infraestrutura de um aerogerador da Axia Energia.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) oficializou nesta quinta-feira, 10 de setembro, o impedimento temporário de funcionamento de uma unidade geradora pertencente à Axia Energia. A medida foi tomada em resposta a um sinistro que comprometeu severamente um equipamento na usina eólica Capão do Inglês, localizada no município de Santana do Livramento.
O incêndio atingiu a unidade identificada como AG04, uma estrutura de 2 MW de potência. Os danos foram extensos, inutilizando a nacele, componentes internos críticos e as pás do aerogerador, que é fabricado pela Siemens Gamesa. O episódio levanta preocupações imediatas sobre a segurança operacional e a resiliência dos ativos no setor de energia eólica.
Investigação sobre a causa do sinistro
Embora a operação tenha sido suspensa, a Axia Energia adiantou à reguladora que o evento ocorreu de forma inesperada. Segundo a companhia, os sistemas de monitoramento não registraram qualquer falha técnica, oscilação elétrica ou térmica que pudesse servir como alerta para um possível foco de incêndio.
A partir da análise criteriosa dos dados operacionais, métricas elétricas e térmicas, além de todo o histórico de manutenções preventivas, não foi possível identificar qualquer anomalia anterior que sinalizasse o risco deste incidente.
Devido à natureza súbita do fogo, a determinação exata do que causou o curto-circuito ou a ignição permanece sob apuração técnica. A empresa reforçou que conduz a manutenção e a operação da planta, mantendo um contrato de suporte com a Siemens Gamesa, fabricante do modelo G114 utilizado no parque.
Cronograma de retomada e impacto no setor
A Capão do Inglês possui uma capacidade total de 10 MW, distribuída em cinco aerogeradores. Com a paralisação da unidade AG04, a usina operará com capacidade reduzida por um período considerável. A Axia Energia já iniciou os trâmites para a recuperação do ativo, projetando um retorno às atividades apenas em um prazo de até 36 meses.
Este episódio serve como um alerta para o mercado de energias renováveis sobre a importância contínua dos protocolos de segurança. A longo prazo, os resultados da investigação técnica serão cruciais para que o setor possa aprimorar a detecção de riscos em turbinas eólicas e evitar que falhas dessa magnitude se repitam em outros parques eólicos brasileiros.















