SPIC investe R$ 1,4 bilhão para ampliar potência de São Simão em 310 MW

SPIC investe R$ 1,4 bilhão para ampliar potência de São Simão em 310 MW - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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A SPIC Brasil investirá R$ 1,4 bilhão na ampliação da Hidrelétrica de São Simão, adicionando 310 MW de potência e cumprindo compromisso de leilão de capacidade, com operação em 2030.

A SPIC Brasil, uma das gigantes do setor de energia, anunciou um robusto investimento de R$ 1,4 bilhão para expandir a capacidade de geração de sua Hidrelétrica de São Simão. Localizada na fronteira entre Goiás e Minas Gerais, a usina receberá uma nova unidade geradora, que adicionará aproximadamente 310 MW à sua potência instalada, um passo significativo para o fortalecimento da infraestrutura energética nacional.

Este projeto de expansão elevará a capacidade total da usina de 1.710 MW para impressionantes 2.020 MW, marcando um avanço importante para a companhia. A previsão é que a nova unidade entre em operação comercial até 2030, reforçando o compromisso da SPIC com o suprimento de energia no país.

Expansão Estratégica e Compromisso no Leilão

A iniciativa da SPIC Brasil não é apenas um investimento isolado; ela cumpre um compromisso estratégico assumido no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de potência (LRCap), realizado em março. Naquela ocasião, a empresa garantiu a contratação de 253,385 MW de disponibilidade de potência por um período de 15 anos, com início de suprimento em 2030. A Hidrelétrica de São Simão foi uma das vencedoras, integrando o produto do LRCap de 2026 destinado a ampliações de usinas já existentes.

A nova unidade geradora, designada como UG7, terá uma capacidade de 310 MW, superando o volume contratado no leilão. Essa diferença se justifica pelo fato de o LRCap remunerar a disponibilidade de potência que o empreendimento se compromete a entregar ao sistema, enquanto a capacidade instalada da unidade pode ser ligeiramente maior. O contrato com o governo prevê uma receita fixa anual de cerca de R$ 349,9 milhões pela disponibilidade de potência.

Parcerias Internacionais e Nacionais na Execução

Para a execução deste complexo projeto, a SPIC Brasil firmou um contrato principal com um consórcio internacional de peso, composto pela Dongfang Electric Corporation e pela China Gezhouba Group Corporation (CGGC). As companhias serão responsáveis pela engenharia, fabricação e montagem da turbina e do gerador da nova unidade.

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A parceria com empresas de renome global garante a qualidade e a eficiência que um projeto desta magnitude exige, consolidando a infraestrutura de geração de energia do Brasil com tecnologia de ponta.

Especificamente, a Dongfang liderará a engenharia, a supervisão técnica e o fornecimento do gerador e da turbina do tipo Francis, conhecida por sua alta eficiência em hidrelétricas. Já a CGGC ficará encarregada dos serviços de montagem da UG7 diretamente no canteiro de obras. Complementando o time, a SEEL Engenharia atuará nas obras civis, a Tractebel Engineering na engenharia do proprietário e o Egis Group no pacote ambiental, assegurando a sustentabilidade do empreendimento.

A História da Hidrelétrica de São Simão e Seu Futuro

A expansão aproveitará a estrutura já existente da Hidrelétrica de São Simão, que foi originalmente projetada com espaços para a instalação de unidades adicionais às seis máquinas em operação. Inaugurada em 1978 e operada pela Cemig por décadas, a usina teve sua concessão relicitada pelo governo federal em 2017. A SPIC Pacific Energy, braço da SPIC, venceu a disputa com uma oferta de R$ 7,18 bilhões em bonificação pela outorga, assumindo a operação em maio de 2018 com uma nova concessão de 30 anos.

Este investimento robusto da SPIC Brasil na Hidrelétrica de São Simão não só reforça a capacidade de geração de energia limpa no país, mas também demonstra a confiança no setor hidrelétrico como pilar da matriz energética. A adição de 310 MW representa um incremento significativo para a segurança energética nacional, contribuindo para a estabilidade do sistema e para a oferta de energia renovável, em linha com as crescentes demandas por fontes mais sustentáveis e eficientes. A operação da nova unidade em 2030 consolidará a SPIC como um ator chave no futuro energético brasileiro.

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