A Petrobras designou William Nozaki como diretor interino de Transição Energética e Sustentabilidade, sinalizando a continuidade da prioridade da estatal nas frentes de energia limpa e sustentabilidade.
A Petrobras anunciou uma mudança estratégica em sua cúpula, com a eleição de William Vella Nozaki para o cargo de diretor executivo interino de Transição Energética e Sustentabilidade. A nomeação, aprovada pelo Conselho de Administração, terá efeito a partir de 1º de agosto de 2026 e reforça o compromisso da gigante petrolífera brasileira com a agenda de sustentabilidade e o desenvolvimento de fontes de energia menos poluentes. Este movimento na gestão é crucial para os planos futuros da companhia no panorama global de energia.
A entrada de Nozaki representa mais um passo na reestruturação da alta gestão da empresa, que tem direcionado esforços significativos para consolidar sua atuação em projetos de baixo carbono. A diretoria de Transição Energética, criada em 2023, é um pilar fundamental para alinhar a Petrobras às demandas globais por uma matriz energética mais verde, buscando inovação e soluções sustentáveis.
Novo Ciclo na Liderança da Transição Energética
William Nozaki assumirá a posição que, interinamente, era ocupada por Wiliam França desde abril de 2026, acumulando funções com a diretoria de Processos Industriais e Produtos. A série de movimentações na alta gestão incluiu a nomeação de Angélica Laureano para a Diretoria de Logística, Comercialização e Mercados, após a saída de Claudio Schlosser. A descontinuidade de Schlosser ocorreu no contexto de um leilão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) que registrou ágios expressivos, em um período de intensa volatilidade nos preços de derivados de petróleo, influenciados por tensões geopolíticas.
Previamente, Angélica Laureano havia substituído Maurício Tolmasquim, o primeiro executivo a encabeçar a diretoria de Transição Energética, que foi concebida para centralizar todas as iniciativas da empresa relacionadas a ações climáticas, projetos de energia renovável e a produção de combustíveis com menor intensidade de carbono. A criação dessa diretoria, em abril de 2023, marcou um divisor de águas na estratégia da Petrobras.
“A contínua evolução na liderança da diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade reflete a seriedade com que a Petrobras encara os desafios e as oportunidades do futuro da energia, reforçando nosso foco em inovar e liderar o caminho rumo a uma economia mais sustentável,”, afirmou uma fonte próxima ao Conselho de Administração.
Perfil e Experiência do Novo Diretor
O currículo de William Nozaki demonstra uma trajetória alinhada com as demandas do setor. Antes de sua ascensão, ele já atuava como gerente executivo de Gestão Integrada de Transição Energética na própria Petrobras desde agosto de 2024. Além disso, é membro do Conselho de Administração da Transpetro desde dezembro de 2023, o que lhe confere uma visão ampla das operações do Grupo Petrobras.
Academicamente, Nozaki é graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e possui mestrado em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua experiência profissional inclui passagens como professor universitário, pesquisador convidado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e diretor técnico do Instituto de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), onde desenvolveu estudos aprofundados sobre geoeconomia da energia e os caminhos da transição energética. Sua expertise se estende à formulação e análise de políticas públicas, especialmente nas áreas de energia e defesa, tendo coordenado grupos técnicos na transição governamental de 2022/2023.
A nomeação de William Nozaki sublinha o comprometimento da Petrobras em acelerar sua jornada rumo a uma atuação mais sustentável e à diversificação de seu portfólio de energia. Com sua vasta experiência técnica e acadêmica, Nozaki terá a missão de impulsionar as iniciativas da companhia em energia renovável, combustíveis de baixo carbono e ações climáticas, solidificando a posição da Petrobras como um ator relevante na transição energética global. A expectativa é que sua liderança traga um novo vigor para os projetos que visam a um futuro energético mais limpo e eficiente.






















