A Axia Energia atingiu um novo marco em seu plano de modernização na UHE Tucuruí, no Pará, ao colocar em operação a segunda unidade geradora renovada, reforçando a confiabilidade do SIN.
A Axia Energia oficializou o retorno da unidade geradora UG1 ao Sistema Interligado Nacional (SIN) no último dia 10, consolidando o sucesso da segunda fase de seu amplo cronograma de atualização tecnológica na hidrelétrica de Tucuruí. Com uma potência instalada de 8.535 MW, a planta é um ativo estratégico para a segurança energética nacional e passa por uma reestruturação profunda.
O projeto, que prevê aportes de R$ 1,5 bilhão até 2029, visa substituir componentes essenciais que atingiram o limite de sua vida útil. Ao renovar os sistemas eletromecânicos e de controle, a companhia garante que a usina mantenha índices elevados de disponibilidade e segurança operacional, preparando o complexo para operar com máxima eficiência nas próximas décadas.
Modernização estratégica e operação contínua
O processo de modernização é conduzido sem interromper o fornecimento de energia, exigindo uma logística complexa. Atualmente, a força de trabalho dedicada à obra soma cerca de 780 profissionais, divididos entre contratados e colaboradores diretos. Enquanto a UG1 e a UG9 já operam com tecnologias atualizadas, os esforços técnicos estão concentrados na UG7, com o cronograma prevendo, na sequência, as intervenções nas unidades 3 e 5.
“A entrada em operação da UG01 marca a conclusão de mais uma etapa desse programa. Os investimentos estão voltados à atualização dos equipamentos e sistemas da usina, contribuindo para sua confiabilidade e disponibilidade operacional nas próximas décadas”, destaca Antonio Pardauil, diretor-presidente da Axia Energia na região Norte.
Próximos passos do plano de renovação
A abrangência do programa vai além das unidades geradoras. O planejamento da Axia Energia contempla a revitalização integral das duas casas de força da usina, incluindo o suporte de duas unidades auxiliares. Ao todo, a modernização abrange a totalidade das 25 máquinas da hidrelétrica, além de melhorias substanciais na subestação conectada ao sistema.
De acordo com Allan Lima, gerente executivo da UHE Tucuruí, o êxito desta etapa reflete a sinergia entre as equipes de engenharia e operações. A capacidade de alinhar prazos rigorosos com requisitos técnicos de alta complexidade tem sido o pilar para garantir que a usina permaneça como um ativo fundamental para a transição energética e a estabilidade do mercado brasileiro.





















