O banco BTG Pactual consolidou sua posição na Light S.A., atingindo 18,76% do capital votante após a homologação do recente processo de capitalização da distribuicao/” title=”distribuidora”>distribuidora fluminense.
A estrutura societária da Light S.A., empresa que atravessa um rigoroso processo de recuperação judicial, registrou uma movimentação estratégica importante. Por meio de um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a concessionária de energia confirmou que o BTG Pactual, em conjunto com suas controladas, agora detém um pacote de mais de 114,6 milhões de ações ordinárias.
Esse incremento na participação do banco é o resultado direto da subscrição de novos papéis emitidos pela companhia. O processo, devidamente homologado em 15 de julho de 2026, consolida um dos pilares centrais do plano de reestruturação financeira desenhado para reequilibrar as contas da distribuidora e atender aos compromissos assumidos perante seus credores.
Governança e objetivos financeiros
Embora o volume de ações posicione o BTG Pactual como um dos acionistas mais relevantes da organização, a instituição financeira foi rápida em esclarecer a natureza da operação. Em nota oficial, o banco enfatizou que o movimento possui caráter meramente operacional e de investimento.
“A subscrição das ações atende fundamentalmente à realização de operações financeiras, não havendo qualquer intenção de alterar o controle societário ou a atual estrutura administrativa da distribuidora”, pontuou a instituição em esclarecimento à área de Relações com Investidores da empresa de energia.
Cenário de recuperação e investimentos
A conclusão desta etapa de capitalização traz um fôlego necessário para a Light. Ao mitigar pressões de liquidez de curto prazo, a empresa consegue direcionar esforços para a manutenção de sua operação essencial: a distribuição de energia elétrica no Estado do Rio de Janeiro.
Este passo representa um avanço concreto na execução do plano de recuperação judicial. Com o endividamento sendo equacionado, a expectativa é que a concessionária possa assegurar a continuidade de seus investimentos em infraestrutura, garantindo a estabilidade necessária para a prestação de serviços e a sustentabilidade financeira do grupo nos próximos anos.






















