O setor de semicondutores voltou a concentrar as maiores perdas no Dow Jones, enquanto o petróleo registrou forte valorização ao final do pregão.
O setor de semicondutores voltou a concentrar as maiores perdas no Dow Jones, enquanto o petróleo registrou forte valorização ao final do pregão.
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa encerrou a última sexta-feira (17) com estabilidade. A alta nos preços do petróleo ajudou a compensar os efeitos negativos causados pelo medo global de riscos e pelas incertezas em torno da situação fiscal brasileira. Ao final do dia, o principal índice da bolsa nacional recuou 0,06%, fechando aos 173.714,08 pontos, após variar entre uma mínima de 173.285,28 e uma máxima de 174.504,63 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 23,6 bilhões, com uma desvalorização acumulada de 2,33% ao longo da semana.
Mercado americano
Nos Estados Unidos, o cenário foi de queda generalizada. O Dow Jones recuou 0,77% (52.146,42 pontos), o S&P 500 caiu 1,01% (7.457,69 pontos) e o Nasdaq Composite teve baixa de 1,4% (25.520,24 pontos), este último mais afetado pelo desempenho negativo do setor de tecnologia.
O segmento de semicondutores foi o mais atingido, com o ETF VanEck Semiconductor (SMH) amargando sua terceira semana negativa em um mês, acumulando uma perda próxima a 9%. O clima de pessimismo no setor foi acentuado após a chinesa Moonshot AI anunciar uma nova inteligência artificial que promete reduzir a distância competitiva entre o país asiático e os EUA.
Comportamento do dólar, petróleo e ouro
O dólar comercial subiu 0,24%, cotado a R$ 5,1112, fechando a semana com uma variação positiva de 0,05%. O mercado local digeriu dados econômicos importantes, como o índice IBC-Br, que surpreendeu positivamente ao subir 0,1% em maio, superando a expectativa de queda de 0,2%.
No mercado de energia, o petróleo disparou mais de 4%. O fechamento do Estreito de Ormuz, em meio aos conflitos entre EUA e Irã, intensificou o receio quanto ao fornecimento global da commodity. O barril do tipo WTI para setembro fechou a US$ 81,78, uma alta de 4,47% no dia e expressivos 14,5% na semana.
Por fim, o ouro aproveitou a tensão geopolítica no Oriente Médio para subir 0,66% na sessão, alcançando US$ 4.018,8 a onça-troy. Apesar da reação de segurança dos investidores neste pregão, o metal fechou a semana com queda de 2,30%, pressionado pelas incertezas sobre as futuras políticas monetárias norte-americanas. (Com informações do Times Brasil e MoneyTimes).
Visão Geral
O mercado financeiro desta sexta-feira refletiu um misto de cautela global e pressões geopolíticas. Enquanto a bolsa brasileira tentou resistir às incertezas fiscais apoiada pelo salto no petróleo, os índices americanos sofreram com o ajuste no setor tecnológico e de semicondutores. A volatilidade permanece alta, com o mercado monitorando de perto os desdobramentos dos conflitos no Golfo Pérsico e as movimentações nas políticas de inteligência artificial.






















