A PPSA registrou um marco histórico na produção de petróleo da União em maio, alcançando 244 mil barris diários, um crescimento expressivo impulsionado pelos contratos no pré-sal.
O setor de exploração offshore no Brasil vive um momento de aceleração sem precedentes. A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), responsável pela gestão dos ativos da União, reportou que a extração de óleo atingiu o patamar recorde de 244 mil barris por dia durante o mês de maio. O dado, que consolida uma tendência de alta, supera em cerca de 30% o volume observado no mês anterior.
Este desempenho não apenas estabelece um novo teto histórico desde o início da série de medições em 2017, como também representa um salto de mais de 90% na comparação com o mesmo período do ano passado. A eficiência operacional nos contratos de partilha e nos acordos de individualização tem sido o principal motor para esses números robustos, consolidando a importância estratégica do pré-sal para o cenário de energia nacional.
O papel estratégico dos contratos de partilha
A maior parte desse volume, cerca de 226 mil barris diários, provém diretamente do regime de partilha. O incremento de 31% em relação a abril é atribuído, em grande parte, à otimização da participação da União em ativos estratégicos, como os campos de Mero, Norte de Ceara e Sépia.
Simultaneamente, os Acordos de Individualização da Produção (AIPs) também mostraram força, somando 19 mil barris por dia. O campo de Mero, peça-chave nesta operação, concentrou praticamente a totalidade dessa fatia, reforçando sua relevância no portfólio estatal.
“A projeção de crescimento contínuo para o setor de hidrocarbonetos no pré-sal aponta para uma expansão consistente que deve se estender até o início da década de 2030, conforme indicam os boletins técnicos da PPSA.”
Expansão no mercado de gás natural
Além do óleo, o setor de gás natural apresentou números expressivos. A União registrou uma produção de 383 milhões de metros cúbicos diários em maio, um salto de 167% frente a abril e um avanço superior a 260% na comparação anual. O campo de Sépia teve papel fundamental aqui, respondendo por dois terços dessa produção.
Esse cenário de alta produtividade reflete a consolidação da infraestrutura instalada na camada pré-sal. A perspectiva é que a PPSA continue a desempenhar um papel vital na monetização desses recursos, mantendo a trajetória de recordes à medida que novos projetos de escoamento e exploração ganham maturidade operacional no litoral brasileiro.



















