Cristiane Battiston assume o comando interino da ANA em um cenário de desafios críticos para a gestão dos recursos hídricos e segurança energética nacional.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) iniciou, nesta quinta-feira (16), um novo ciclo em sua gestão superior. A diretora Cristiane Battiston assumiu a presidência interina da autarquia, cargo que ocupará até o próximo dia 15 de setembro. A nomeação segue o cronograma de rodízio definido pela Diretoria Colegiada no final de 2025, estabelecido para suprir a vacância no posto máximo da entidade, aberta desde o início de 2026.
A transição ocorre em um momento particularmente sensível para a infraestrutura do país. O papel da ANA tornou-se ainda mais estratégico devido à necessidade de uma integração precisa com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O objetivo central é otimizar o uso das águas para a geração hidrelétrica, garantindo o suprimento em um período marcado pela pressão climática sobre os reservatórios.
Gestão focada em decisões de impacto sistêmico
Durante sua gestão, Battiston estará à frente de deliberações cruciais, como a definição de regras operativas para barragens e a possível implementação de medidas preventivas de racionamento de água, caso os níveis dos reservatórios exijam intervenções rigorosas.
Sobre a responsabilidade do cargo, a nova presidente interina reforçou o escopo normativo que norteará seu mandato:
“Cabe à Diretoria Colegiada aprovar normas relacionadas à regulação do uso dos recursos hídricos, aprovar a definição das condições de operação dos reservatórios, aprovar normas relacionadas à segurança de barragens sob jurisdição da Agência, declarar corpos hídricos em regime de racionamento preventivo, entre outras atribuições previstas no Regimento Interno da ANA.”
Trajetória técnica e perfil profissional
A executiva acumulará o novo encargo sem abdicar de suas responsabilidades de relatoria e supervisão técnica. Sua nomeação é vista como um movimento de continuidade técnica, dada a sua experiência consolidada no serviço público federal, iniciada em 2009.
Doutora em Recursos Hídricos pela UFRGS, a diretora possui passagens estratégicas por pastas como os Ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento Regional. Além disso, sua atuação na Casa Civil, onde monitorou investimentos do PAC voltados ao saneamento e à infraestrutura hídrica, confere à ANA um comando com domínio profundo dos gargalos e das oportunidades de desenvolvimento do setor.























