Light encerra recuperação judicial após três anos de plano e aporte bilionário.
A distribuicao/” title=”Distribuidora”>Distribuidora de Energia Light deu um passo significativo em sua reestruturação financeira, protocolando nesta quarta-feira (15) o pedido formal para sair do regime de recuperação judicial. A decisão vem após a companhia cumprir as principais metas estabelecidas no plano que foi homologado pela Justiça em junho de 2024, marcando o fim de um período de três anos sob intervenção judicial.
O movimento para encerrar a recuperação judicial foi viabilizado pelo sucesso na capitalização da empresa. O conselho de administração aprovou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, superando a expectativa mínima de R$ 1 bilhão. Essa captação ocorreu através da emissão de mais de 238 milhões de novas ações ordinárias, negociadas a R$ 6,29 cada. Adicionalmente, para incentivar os investidores, foram emitidos cerca de 477 milhões de bônus de subscrição, que concedem o direito de adquirir novas ações por um valor simbólico, com prazo para exercício até meados de agosto.
Com a conclusão dessas operações, o capital social da Light agora ultrapassa os R$ 6,9 bilhões, consolidado em mais de 611 milhões de ações ordinárias. Os novos papéis já estão sendo processados para crédito dos acionistas, sujeitos a um período de restrição de negociação (lock-up) definido pela companhia. O cumprimento das condições para conversão de debêntures e o exercício dos bônus de subscrição também foram assegurados, aguardando apenas a renovação da concessão de distribuição e a finalização do aumento de capital.
A recuperação judicial foi iniciada em maio de 2023, com a Light reportando um passivo de aproximadamente R$ 11 bilhões. Naquele momento, a empresa apontou o furto de energia, conhecido como “gatos”, como um dos principais fatores de sua crise financeira. A área de concessão da companhia abrange 31 municípios fluminenses, atendendo mais de quatro milhões de consumidores.
A resolução para a crise veio, em parte, com a prorrogação do contrato de concessão de distribuição no Rio de Janeiro, estendendo a operação por mais 30 anos a partir de junho de 2026. Paralelamente, a empresa se comprometeu a investir R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos em sua área de atuação, indicando um futuro de maior estabilidade e investimento no setor elétrico.























