A concessionária Light oficializou o pedido de encerramento da sua recuperação judicial, marcando uma nova fase de estabilidade financeira após cumprir metas estratégicas e injetar R$ 1,5 bilhão no capital social.
A Light, uma das principais distribuidoras de energia do país, deu um passo decisivo para retomar sua normalidade operacional. Em um fato relevante enviado ao mercado na última quarta-feira (15), a empresa confirmou que solicitou à Justiça do Rio de Janeiro o fim oficial do processo de recuperação judicial, alegando que todas as obrigações fundamentais estipuladas no plano homologado em 2024 foram devidamente atendidas.
Este movimento representa o desfecho de um período conturbado iniciado em 2023, quando a companhia acumulava dívidas na casa dos R$ 11 bilhões e enfrentava dificuldades severas para renegociar débitos diretamente com seus credores. Com a formalização deste pedido, a empresa busca encerrar um capítulo crítico de sua história, preparando o terreno para uma gestão financeira mais robusta.
Estrutura de capital e reforço financeiro
Simultaneamente ao anúncio do fim da recuperação, o conselho de administração da Light aprovou um aumento de capital social no valor de R$ 1,5 bilhão. A operação envolve a emissão de aproximadamente 238 mil novas ações ordinárias, precificadas a R$ 6,29 cada. Com essa capitalização, o capital social da concessionária alcança o patamar de R$ 6,973 bilhões.
Além da injeção direta de recursos, a empresa emitiu cerca de 476 mil bônus de subscrição. Na prática, essa estratégia concede aos investidores o direito de adquirir uma ação ordinária adicional por cada bônus detido, visando fortalecer a base acionária e atrair a confiança do mercado financeiro para os próximos ciclos de investimento.
Caminho para o futuro
O encerramento do processo é uma condição vital para que a Light consiga cumprir os pesados compromissos de investimento previstos em sua concessão renovada. Conforme destacou o CEO Alexandre Nogueira anteriormente, o aporte bilionário era o “elo perdido” para fechar a fase de reestruturação.
“O encerramento do processo de recuperação judicial e o retorno da companhia ao mercado de crédito são considerados essenciais para que a empresa seja capaz de investir R$ 10 bilhões até 2030, como exige o novo contrato de concessão.”
Com a operação, a Light projeta retomar seu protagonismo no setor de energia, assegurando a continuidade dos serviços para mais de 4 milhões de unidades consumidoras espalhadas por 31 municípios fluminenses, garantindo modernização na infraestrutura e segurança no fornecimento de energia até o fim da década.















