Setor de Serviços cai 0,4% em maio, transportes enfraquecem mercado
De acordo com informações apuradas por Bruno de Freitas Moura, o setor de serviços — que engloba áreas vitais como turismo, alimentação fora do lar, beleza e tecnologia da informação — registrou uma queda de 0,4% durante o mês de maio. Esse desempenho negativo foi impulsionado, principalmente, pelo enfraquecimento do segmento de transportes. Segundo a Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado surpreendeu negativamente o mercado, situando-se abaixo da mediana das expectativas, que era de estabilidade (0,0%).
Desempenho por períodos
Embora o mês de maio tenha apresentado retração, o setor ainda acumula um saldo positivo de 0,4% na comparação anual. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o crescimento é de 1,9%. Observa-se, contudo, uma desaceleração no ritmo de expansão: em 12 meses, a alta é de 2,6%, um índice inferior aos 2,9% registrados em abril. Os dados detalhados podem ser conferidos na Pesquisa Mensal de Serviços, publicada pelo IBGE. Atualmente, o setor permanece 19,6% acima do nível observado antes da pandemia, embora esteja 0,5% abaixo do seu recorde histórico, alcançado em outubro de 2025.
Panorama regional
A tendência de queda não foi uniforme em todo o território nacional. Em maio, 18 das 27 unidades da federação apresentaram retração no volume de serviços. O Paraná (-2,3%), o Rio Grande do Sul (-2,0%), o Distrito Federal (-1,6%) e o Mato Grosso (-2,5%) foram os estados que mais impactaram o resultado negativo do país. Por outro lado, algumas regiões conseguiram registrar avanço, com destaque positivo para o Rio de Janeiro (1,0%), seguido por Bahia, São Paulo e Alagoas. Ao analisar a comparação anual, São Paulo liderou a contribuição positiva, enquanto Minas Gerais, Paraná, Ceará e Amazonas enfrentaram as maiores perdas.
Visão Geral
Em resumo, o setor de serviços brasileiro apresentou um recuo inesperado no mês de maio, refletindo uma perda de fôlego em comparação aos meses anteriores. Apesar dessa oscilação negativa e das dificuldades enfrentadas por grande parte dos estados, o cenário a médio prazo ainda mantém uma trajetória de crescimento em relação ao período pré-pandemia, reforçando a importância do setor para a dinâmica econômica nacional.






















