A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis autorizou a importação de suprimento para a usina térmica GNA I, situada no Porto do Açu, reforçando a operação do complexo.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) concedeu luz verde para que a usina termelétrica GNA I, instalada no Porto do Açu, no litoral fluminense, importe gás natural para suas operações. A medida permite o recebimento de até 6,3 milhões de metros cúbicos diários do insumo, com validade estabelecida para os próximos dois anos.
O movimento é estratégico para o empreendimento, que possui 1,3 GW de capacidade instalada e funciona por meio de um ciclo combinado, integrando três turbinas movidas a gás e uma a vapor. O volume autorizado supera a necessidade operacional média da usina, estimada em cerca de 5,5 milhões de metros cúbicos por dia.
Logística e exigências regulatórias
O gás natural adquirido no mercado internacional chegará ao complexo via navios metaneiros. O insumo será descarregado diretamente no terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) e na unidade de regaseificação operantes no Terminal 2 do Porto do Açu, garantindo a autossuficiência logística para a geração de energia.
A reguladora impôs condições rigorosas para o acompanhamento da operação. A GNA deverá apresentar à ANP todos os contratos de compra e venda firmados com fornecedores estrangeiros no prazo máximo de 30 dias. Além disso, a empresa terá a responsabilidade de enviar relatórios mensais detalhados, contendo o histórico de preços, as embarcações utilizadas, os volumes movimentados e a procedência do combustível.
Movimentações no mercado de energia
Além da autorização focada na UTE GNA I, o setor de energia acompanhou outras decisões relevantes publicadas recentemente pela agência. A autarquia habilitou a Brava Energia para atuar na comercialização de gás natural em todo o território nacional, sob a égide da União.
No segmento de energia renovável e sustentável, a GNR Dois Arcos Valorização de Biogás recebeu permissão para realizar a venda de biometano. Essas movimentações refletem um cenário de maior dinamismo e diversificação na matriz energética brasileira, tanto na segurança do suprimento para grandes plantas térmicas quanto no fortalecimento dos mercados de combustíveis de baixo carbono.























