A fabricante TOTALMIX alcançou uma redução de R$ 700 mil em custos energéticos ao migrar suas unidades no Paraná para o Mercado Livre de Energia, ganhando previsibilidade financeira.
A eletricidade deixou de ser tratada apenas como um custo fixo básico nas indústrias para se tornar uma peça fundamental no planejamento estratégico. Em um cenário de instabilidade tarifária, grandes e médias empresas têm encontrado no Ambiente de Contratação Livre (ACL) uma forma de ganhar competitividade e controle sobre suas finanças.
Esse movimento de mercado é ilustrado pela trajetória recente da TOTALMIX, líder nacional na produção de bicarbonato de sódio. Ao migrar suas operações para o regime de livre negociação, a companhia não só cortou despesas de forma expressiva, mas também alinhou seu consumo a uma gestão de energia mais eficiente e previsível.
Gestão estratégica e resultados no Paraná
A parceria estratégica com a Prime Energy, comercializadora que viabiliza soluções da Shell Energy no país, permitiu que a TOTALMIX otimizasse o fornecimento para quatro unidades fabris situadas no estado do Paraná. Com um consumo médio de 350 MWh ao mês, a empresa conseguiu uma redução de 10% nas faturas anuais.
A estratégia foi além da simples troca de contrato. A equipe técnica realizou um estudo detalhado da carga de cada planta, monitorou as variações do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) e optou pela aquisição de energia incentivada, garantindo descontos importantes nas tarifas de uso do sistema de distribuição (TUSD).
“A busca por eficiência faz parte da nossa cultura. Encontrar soluções que tragam competitividade, previsibilidade e sustentabilidade para o negócio é fundamental para garantir nosso crescimento de forma responsável e preparada para o futuro”, afirmou João Celso Sordi, administrador da TOTALMIX.
Cultura de eficiência e ESG
O projeto envolveu desde a planta de Sais Sustentáveis, em São Carlos do Ivaí — focada em processos circulares de CO2 —, até unidades de envase e liquefação em cidades como Nova Esperança, Jandaia do Sul e Missal. A migração ou reestruturação contratual dessas plantas permitiu blindar o fluxo de caixa contra a volatilidade do mercado regulado.
Mais do que apenas economia, o setor industrial tem adotado o ACL como parte de sua agenda ESG. A busca por fontes renováveis e certificados de rastreabilidade, como o I-REC, tem se tornado um padrão para empresas que visam mercados globais e processos produtivos mais limpos.
“A energia deixou de ser apenas um insumo operacional para se tornar uma variável estratégica dos negócios. Empresas com perfil industrial intensivo buscam cada vez mais previsibilidade para planejar investimentos e sustentar sua competitividade”, destacou Bianca Andrade, diretora de Relacionamento da Prime Energy.
Com o sucesso dessa estruturação, que se estendeu de 2021 até o início de 2026, a TOTALMIX já planeja aplicar a mesma metodologia em novos projetos. O caso reforça que a gestão especializada de energia é, hoje, um dos principais diferenciais para a longevidade e o sucesso industrial no Brasil.























