A Petrobras confirmou um ajuste no valor do diesel, reduzindo o preço em R$ 0,35 por litro, compensado pelo encerramento de um subsídio governamental temporário para o combustível.
A partir desta quarta-feira (1º), a estrutura de preços do óleo diesel comercializado pela Petrobras passará por uma mudança técnica. A estatal comunicou um corte de R$ 0,35 no preço do litro, porém, o impacto final ao consumidor será neutro, já que, simultaneamente, o governo federal suspendeu o desconto temporário de igual valor que estava em vigor conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.358, de maio de 2026.
Essa movimentação foi anunciada pela companhia como parte de sua estratégia comercial. Em nota oficial, a Petrobras reiterou que busca manter uma política de preços equilibrada e transparente, assegurando que o valor final repassado às distribuidoras não sofrerá alterações com o encerramento do auxílio estatal.
Ajustes na política de subsídios federais
A decisão da petrolífera acompanha o anúncio feito pelo governo federal sobre a extinção do auxílio financeiro concedido em junho. Conforme detalhado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, a portaria oficializando o encerramento da subvenção de R$ 0,35 entra em vigor de imediato.
O governo, contudo, ainda avalia o cenário para outros combustíveis. Segundo o ministro, estudos estão em curso para definir o futuro da subvenção de R$ 1,12 por litro do diesel e do subsídio de R$ 0,44 aplicado à gasolina.
“O governo irá fazer um anúncio de uma retirada, no mínimo, em princípio, gradual da subvenção da gasolina, assim que os preços do combustível estiverem estabilizados”, afirmou Dario Durigan, destacando que o acompanhamento é realizado em parceria com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Impactos futuros e imposto de exportação
Além dos subsídios diretos, a equipe econômica mantém sob análise a continuidade do imposto de exportação sobre o petróleo, criado em março para atenuar o impacto dos preços internacionais e as tensões no Oriente Médio. O prazo da MP que instituiu esse tributo expira em meados de julho.
O governo avalia se o imposto será renovado ou se haverá uma desmobilização gradual, dependendo da conjuntura global e das cotações do barril de petróleo. O cenário futuro para a energia e combustíveis no Brasil permanece, portanto, condicionado a ajustes dinâmicos, buscando um equilíbrio entre a estabilidade para o consumidor e as metas fiscais da União.





















