A Chevron e a Microsoft selaram uma parceria estratégica para construir uma colossal usina termelétrica a gás natural no Texas, visando garantir energia exclusiva para infraestruturas de inteligência artificial.
Em um movimento que ilustra a crescente interdependência entre gigantes da tecnologia e empresas de energia, a Chevron, por meio de sua subsidiária Energy Forge One, oficializou nesta segunda-feira (22) o desenvolvimento do chamado Projeto Kilby. A usina, projetada para alcançar 2,67 GW de capacidade instalada, será dedicada inteiramente ao suporte das operações de data center da Microsoft através de um contrato de fornecimento de longo prazo com duração de duas décadas.
A construção será realizada de forma modular. Esse formato foi escolhido estrategicamente para permitir que a oferta de eletricidade cresça conforme a necessidade de processamento de dados da gigante de tecnologia, garantindo escalabilidade à medida que a demanda por serviços de nuvem se intensifica globalmente.
Tecnologia e estratégia de mercado
O projeto de engenharia contará com o suporte técnico de peso no setor industrial. A GE Vernova fornecerá as turbinas e toda a infraestrutura elétrica central, enquanto a Solar Turbines, braço da Caterpillar, contribuirá com capacidade adicional para a planta. A localização no oeste do Texas não é por acaso: a proximidade com a Bacia Permiana permite que a Chevron utilize sua robusta infraestrutura de produção de gás para alimentar a usina com alta eficiência e competitividade de custos.
Sobre a relevância desta união, Jeff Gustavson, presidente da Chevron New Energies, comentou:
A inteligência artificial está remodelando a economia global, e energia abundante, acessível e confiável é essencial para impulsionar essa transformação. Este projeto une nossos ativos tradicionais à demanda emergente, criando valor para acionistas e comunidades onde atuamos.
Olhar para o futuro e próximos passos
A Microsoft justifica o investimento massivo como um passo indispensável para manter sua liderança na corrida tecnológica da IA. De acordo com Noelle Walsh, líder de operações em nuvem da companhia, a parceria assegura uma fonte de energia dedicada de grande escala, fundamental para sustentar as exigentes cargas computacionais da era atual.
Para a Chevron, o negócio não é apenas uma questão de fornecimento, mas um movimento para diversificar e estabilizar sua receita. A petroleira projeta uma taxa de retorno anual de 15% para o empreendimento, com o benefício adicional de criar um fluxo de caixa mais resiliente diante da volatilidade típica do mercado de commodities.
A decisão final de investimento deve ocorrer no final de 2026, com o cronograma atual prevendo o início da operação e as primeiras entregas de carga energética para a rede já em 2028.























