TCU mantém dúvida sobre R$ 2,18 bilhões em Candiota III mesmo com revogação

TCU mantém dúvida sobre R$ 2,18 bilhões em Candiota III mesmo com revogação
TCU mantém dúvida sobre R$ 2,18 bilhões em Candiota III mesmo com revogação - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
Compartilhe:
Fim da Publicidade

O Tribunal de Contas da União revogou uma medida que suspendia parte do contrato da usina Candiota III, mas mantém alertas sobre um custo extra de R$ 2,18 bilhões para o consumidor.

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu revogar a cautelar que impedia a aplicação de dispositivos específicos no novo Contrato de Energia de Reserva (CER) da usina termelétrica Candiota III. A mudança de postura ocorreu após a constatação de que a assinatura do acordo entre a Âmbar Energia, do grupo J&F, e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) foi concretizada antes da notificação oficial da decisão.

Apesar da revogação, o tribunal manteve as ressalvas quanto à legalidade de incluir o reembolso da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) na composição tarifária da usina de 350 MW, localizada no Rio Grande do Sul. O órgão sinaliza que essa prática pode ferir a Lei 15.269/2025, impondo um sobrecusto bilionário que recairia diretamente sobre as contas de luz no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Questionamentos sobre a onerosidade do contrato

O relator, ministro Walton Alencar Rodrigues, pontuou que a inclusão desse subsídio na receita fixa da planta carece de amparo legal. O processo teve início após uma representação do deputado estadual Ricardo Arruda, que questionou possíveis vícios na contratação de termelétricas a carvão.

De acordo com o ministro, a legislação que rege a matéria não autoriza que benefícios regulatórios de natureza diversa sejam embutidos na receita operacional das usinas. “O referido dispositivo legal não faz alusão a benefício regulatório ou subsídio extracontratual percebido pelo agente produtor de energia. Mesmo porque o reembolso da CDE não constituiu parcela contratual da receita fixa, senão subsídio fixado anualmente por despacho regulatório da Aneel, com fundamento no art. 13, inciso V, da Lei 10.438/2002, com natureza, regime jurídico e fonte de custeio próprios e distintos dos CCEARs”, argumentou o magistrado em seu relatório.

FIM PUBLICIDADE

Impacto financeiro e próximos passos

O impacto financeiro estimado para o consumidor final é de aproximadamente R$ 2,18 bilhões em 15 anos. O cálculo considera que o reembolso da CDE representa 81% da parcela de receita que o Ministério de Minas e Energia (MME) defende manter. Se o componente fosse excluído, o preço da energia vendida pela usina cairia significativamente, alinhando-se melhor aos patamares observados em outros leilões do setor.

O MME argumenta que a manobra visa apenas preservar as condições de contratos anteriores, mas o TCU reforça que, tratando-se de uma nova contratação sob a égide da Lei 15.269/2025, não há justificativa para manter subsídios antigos em novos moldes.

Embora o contrato com a Âmbar Energia permaneça vigente neste momento, o processo retorna para instrução de mérito pela AudElétrica. O caso segue sob observação rigorosa, com novas rodadas de depoimentos e esclarecimentos previstos para o MME, a Aneel e a companhia controlada pela J&F, visando definir a viabilidade econômica e a conformidade legal do acordo a longo prazo.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp

Área de comentários

Seus comentários são moderados para serem aprovados ou não!
Alguns termos não são aceitos: Palavras de baixo calão, ofensas de qualquer natureza e proselitismo político.

Os comentários e atividades são vistos por MILHÕES DE PESSOAS, então aproveite esta janela de oportunidades e faça sua contribuição de forma construtiva.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ASSINE NOSSO INFORMATIVO

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo em seu e-mail, todas as semanas.

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Gestão de Usina Solar

ARRENDAMENTO DE USINAS

Parceria que entrega resultado. Oportunidade para donos de usinas arrendarem seus ativos e, assim, não se preocuparem com conversão e gestão de clientes.

Locação de Kit Solar

ASSINE NOSSO INFORMATIVO

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo em seu e-mail, todas as semanas.

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade NoBeta

Comunidade Energia Limpa Whatsapp.

Participe da nossa comunidade sustentável de energia limpa. E receba na palma da mão as notícias do mercado solar e também nossas soluções energéticas para economizar na conta de luz. ⚡☀

Siga a gente

Últimas Notícias

Parceria Publicitária

Energia Solar por Assinatura

Publicidade NoBeta