A Viridis Mining and Minerals avança no desenvolvimento do projeto Colossus, em Minas Gerais, ao garantir conexão elétrica dedicada para a futura extração de terras raras no estado.
A Viridis Mining and Minerals deu um passo decisivo rumo à operacionalização do projeto Colossus, localizado em solo mineiro. A empresa formalizou um contrato estratégico com a distribuidora municipal de energia DME, garantindo a viabilidade energética necessária para a extração de minerais críticos, essenciais para a transição energética global.
O acordo estabelece a criação de uma infraestrutura elétrica robusta, que compreende uma linha de transmissão em alta tensão de 138 kV. Com 3,2 quilômetros de extensão, o sistema fará a ligação entre a Subestação Saturnino e a unidade produtiva, assegurando uma reserva de 27 MW para a primeira etapa das atividades.
Segurança operacional e expansão
A contratação, estruturada no modelo turnkey, centraliza toda a responsabilidade de execução — desde o licenciamento e engenharia até a entrega final da obra — nas mãos da DME. Com um custo fixo de R$ 3,97 milhões, a Viridis busca mitigar riscos financeiros e proteger o orçamento contra variações típicas de grandes construções de engenharia.
Além da necessidade imediata, o projeto prevê uma capacidade instalada de 90 MVA na nova rede. Essa margem operacional foi planejada para acomodar expansões futuras na planta sem que sejam necessários novos aportes significativos na conexão elétrica, garantindo maior eficiência e fôlego ao projeto.
“Garantir infraestrutura dedicada de energia no Brasil, onde aproximadamente 90% da energia é gerada a partir de fontes sustentáveis, é um requisito crítico para qualquer projeto de mineração”, afirmou Rafael Moreno, diretor-gerente da companhia.
Próximos passos rumo à produção
Segundo a administração, o selo deste acordo sinaliza a migração formal do empreendimento da fase de desenvolvimento para a etapa de execução. Com a DME já operando na aquisição de equipamentos de longa data, a expectativa é que a estrutura esteja plenamente energizada até dezembro de 2027.
Este marco estratégico antecede a Decisão Final de Investimento (FID), aguardada para o segundo semestre de 2026. A companhia ressalta que este contrato de energia é apenas o primeiro de uma série de pacotes operacionais que serão contratados nos próximos meses, pavimentando o caminho para que a produção de terras raras inicie no primeiro semestre de 2028.






















