Operação Ghost Operator: Polícia Civil expõe fraude que envolveu 600 veículos
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Ghost Operator, que investiga um servidor do Departamento de Trânsito (Detran-DF) como principal suspeito de um esquema de fraudes. As investigações apontam para a transferência irregular da propriedade de pelo menos 600 veículos.
Modus Operandi
O servidor utilizava, entre outros métodos, uma senha pertencente a outra servidora – que não é considerada suspeita – para efetuar as transações fraudulentas. Além das transferências de veículos, o grupo criminoso também removeu restrições e multas indevidamente dos registros.
Impacto Financeiro
Durante o período de investigação, foi constatada uma movimentação de aproximadamente R$ 1 milhão pelo grupo criminoso, evidenciando a escala e a lucratividade do esquema.
Início das Investigações
As investigações foram iniciadas há um ano, após uma vítima procurar o Detran-DF relatando que seu veículo havia sido transferido de seu nome de forma fraudulenta. O Detran-DF realizou uma apuração interna, e a própria servidora cuja senha foi utilizada indevidamente procurou a delegacia. A partir daí, PCDF e Detran-DF iniciaram uma apuração conjunta, identificando acessos externos irregulares ao sistema do órgão para a manipulação dos registros veiculares.
O Esquema Detalhado
A apuração revelou um esquema de cadastro irregular de processos de transferências de veículos. Estes veículos eram cadastrados sem a documentação adequada ou com documentação adulterada, e, posteriormente, as transferências eram aprovadas fraudulentamente por meio de acesso externo ao sistema. A polícia informou que o esquema contava com o auxílio de despachantes, que cooptavam pessoas interessadas nos serviços do grupo. Cada transação fraudulenta custava R$ 2 mil, e os pagamentos eram efetuados na conta corrente da esposa do servidor principal, que realizava as operações irregulares com a ajuda de terceiros. Para mais detalhes, assista ao vídeo com o delegado-adjunto da 17ª DP, Thiago Boeing, que forneceu informações sobre a operação.
Ações Atuais
Como parte da Operação Ghost Operator, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e onze mandados de busca e apreensão. As ações se estendem por diversas cidades, incluindo Brasília (DF), Valparaíso (GO), Teresina (PI) e Santiago (RS), além de medidas de sequestro de valores para recuperar os recursos ilícitos.
Visão Geral
A Operação Ghost Operator da PCDF investiga um servidor do Detran-DF por um esquema de transferências irregulares de mais de 600 veículos, remoção de restrições e multas, gerando um lucro estimado de R$ 1 milhão. O crime envolvia o uso indevido de senhas, acesso externo ao sistema e a colaboração de despachantes. As investigações, que começaram há um ano após a denúncia de uma vítima, resultaram em prisões e buscas em quatro estados, visando desarticular completamente o grupo criminoso.
Créditos: Misto Brasil























