Falta de políticas públicas freia avanço de baterias no mercado brasileiro de energia

Falta de políticas públicas freia avanço de baterias no mercado brasileiro de energia
Falta de políticas públicas freia avanço de baterias no mercado brasileiro de energia - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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O Brasil projeta atingir 1 GWh em sistemas de armazenamento de energia em 2026, enquanto o mercado global avança rapidamente, superando 200 GWh em novos projetos instalados.

O setor de energia limpa no Brasil observa com atenção o crescimento dos BESS (Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias), que se consolidam mundialmente como uma solução estratégica para otimizar o uso de fontes renováveis. Apesar do avanço global — que deve superar a marca de 300 GWh em novos empreendimentos ainda este ano —, o mercado doméstico ainda enfrenta desafios estruturais.

Segundo especialistas da ABSAE (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), o país caminha para atingir 1 GWh de capacidade instalada até 2026. Embora seja um passo importante, o volume é considerado tímido frente ao potencial das baterias para mitigar problemas como o vertimento de energia e o déficit de potência no SIN (Sistema Interligado Nacional).

A barreira regulatória e o caminho para o crescimento

Para que essa tecnologia ganhe escala, lideranças do setor apontam que a ausência de políticas públicas robustas continua sendo o principal entrave. O presidente do conselho da ABSAE, Markus Vlasits, defende que a expansão depende de um tripé fundamental: sinal de preço adequado, contratações específicas e uma regulação clara que proporcione segurança jurídica aos investidores.

“A tecnologia não é uma solução mágica nem uma promessa distante, mas uma infraestrutura concreta, disponível e necessária para garantir um sistema elétrico mais econômico, flexível, seguro e eficiente”, afirmou Fabio Lima, diretor-executivo da associação.

O cenário atual mostra que, com exceção de projetos específicos, como o desenvolvido pela ISA Energia em Registro (SP), a maioria das baterias operando no Brasil ainda não atua de forma sistêmica na rede. Enquanto isso, o segmento “atrás do medidor” cresce de forma pulverizada, focando na redução de custos para consumidores comerciais e industriais.

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Lições do mercado internacional e próximos passos

A experiência no Chile, compartilhada por Fábio Bortoluzo, da Atlas Renewable Energy, serve como termômetro do que é possível alcançar. Com 800 MWh em operação no país vizinho, os sistemas chilenos demonstram como as baterias estabilizam a frequência da rede e reduzem a volatilidade dos preços, mitigando o impacto do curtailment (corte de geração).

O desafio brasileiro para atrair investimentos, segundo os executivos, passa pela adequação da Lei 15.269/2025 e do Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura). A falta de clareza na alocação de custos e incentivos fiscais limita a viabilidade de grandes projetos de armazenamento, que são vistos como essenciais para a transição energética nacional.

No campo tecnológico, empresas como a Huawei já aplicam no Brasil soluções de Grid Forming (GFM) em setores que vão do agronegócio ao off-grid. A expectativa é que, com o aprimoramento das normas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o país consiga, enfim, destravar o uso das baterias como um motor de eficiência e competitividade para o sistema elétrico nacional.

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