Denúncias no Banco Master colocam a integridade institucional em xeque
Durante depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, realizado nesta terça-feira (19), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou esclarecimentos fundamentais sobre denúncias envolvendo o Banco Master. A sessão trouxe à tona questões de integridade institucional e os limites da atuação da autarquia.
Investigações sobre conduta ética
Galípolo confirmou que uma sindicância interna conduzida pelo Banco Central identificou indícios de recebimento de “vantagem indevida” por dois ex-diretores da instituição, Paulo Sérgio de Souza e Bellini Santana. As suspeitas surgiram a partir de um relatório da Polícia Federal, que aponta trocas de mensagens entre os ex-gestores e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A investigação aponta que esses ex-diretores teriam recebido pagamentos sob a forma de consultorias, atuando para favorecer os interesses do banco enquanto ainda ocupavam cargos públicos ou imediatamente após a saída deles. Galípolo reforçou, contudo, que o BC possui limites legais em seu poder investigativo, mas que a sindicância comprovou a existência de relações contratuais impróprias.
Confronto político e o papel do Banco Central
O depoimento também foi marcado por um embate entre Galípolo e o senador Renan Calheiros. O parlamentar questionou a atuação do BC em relação a uma possível tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Galípolo negou categoricamente que a autarquia tenha buscado viabilizar essa negociação, afirmando que a postura do órgão foi de resistência técnica. O presidente do BC destacou que, devido à negativa da instituição em apoiar tais movimentos, servidores chegaram a ser “expostos e caluniados”. Ele reiterou que o Banco Central mantém uma postura de neutralidade, abstendo-se de comentar operações de instituições privadas.
Visão Geral
Ao encerrar sua participação, Galípolo valorizou a importância do trabalho de apuração realizado pela imprensa. Segundo o presidente da autarquia, foi a cobertura do jornalismo profissional que trouxe os fatos à tona, permitindo que o caso fosse exposto e tratado com a devida transparência perante o Senado Federal.
Créditos: Misto Brasil






















