O 3º Fórum de Biocombustíveis e Bioquerosene, realizado em São Paulo, promove diálogos estratégicos entre governo e setor privado para acelerar a descarbonização e fortalecer a independência energética nacional.
O Distrito Anhembi, em São Paulo, tornou-se o centro das discussões sobre o futuro da matriz energética brasileira nesta quarta-feira (13.mai.2026). A União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) abriu o 3º Fórum de Biocombustíveis e Bioquerosene, reunindo vozes cruciais do Executivo, Legislativo e da iniciativa privada para debater os próximos passos da transição energética no país.
O evento, que segue até a quinta-feira (14.mai), coloca em pauta temas essenciais, como a evolução da legislação, a implementação de soluções tecnológicas de ponta e a inserção competitiva do Brasil no mercado internacional. O objetivo é consolidar os biocombustíveis como o principal motor para a redução das emissões de carbono, especialmente em setores onde a eletrificação direta enfrenta grandes desafios técnicos.
Lideranças e o compromisso com a sustentabilidade
A representatividade do encontro reflete a relevância política e econômica da pauta. Entre os nomes presentes estão o diretor-geral da ANP, Artur Watt, e o secretário do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra. A presença de autoridades como Pietro Mendes, Daniel Almeida, e os deputados federais Alceu Moreira e Flávio Nogueira, sublinha o peso institucional dado ao setor de energias renováveis.
“A colaboração entre o poder público e o setor privado é o pilar fundamental para transformarmos o potencial brasileiro em liderança global na transição energética”, ressaltam especialistas presentes no Fórum.
Por que os biocombustíveis são vitais para a economia?
Diferente da volatilidade inerente aos combustíveis fósseis, que ficam à mercê das tensões geopolíticas e dos preços do barril de petróleo no exterior, os biocombustíveis oferecem maior resiliência à economia brasileira. Com uma cadeia produtiva enraizada no mercado interno, a produção a partir de soja, milho, cana-de-açúcar e gorduras animais impulsiona o agronegócio e promove a interiorização do desenvolvimento industrial.
Além disso, o avanço do bioquerosene (SAF) e do diesel verde aparece como a solução mais viável para setores como aviação e transporte de cargas pesadas. O evento busca não apenas fomentar o debate sobre eficiência energética, mas criar um ambiente de negócios favorável para que essas tecnologias ganhem escala rapidamente.
A expectativa é que o encerramento do fórum resulte em diretrizes claras para o fortalecimento da segurança energética. Com o foco voltado para a sustentabilidade, o Brasil reafirma seu papel de protagonista na oferta de soluções globais contra as mudanças climáticas, pavimentando um caminho menos dependente de fontes poluentes e mais alinhado aos compromissos ambientais internacionais.























