Estudos avançam para otimizar a produção e reduzir custos na gigante hidrelétrica.
A gigante hidrelétrica binacional Itaipu está em fase de estudos avançados para expandir sua capacidade produtiva e modernizar suas instalações, que já operam há mais de 40 anos. O objetivo principal é aumentar a eficiência e a produtividade do empreendimento, que é fundamental para o suprimento energético do Brasil e do Paraguai.
Atualmente, a usina conta com 20 unidades geradoras, cada uma com capacidade instalada de 700 MW. Dessas, 18 estão ativas, enquanto duas permanecem como reserva técnica. Os projetos em análise preveem a instalação de duas unidades adicionais e o aprimoramento da performance das já existentes, garantindo que a usina continue a ser uma referência mundial em geração de energia limpa.
Novos Horizontes Tarifários em 2027
Paralelamente aos avanços técnicos, as negociações entre Brasil e Paraguai caminham para a definição de uma nova estrutura tarifária. Segundo Enio Verri, diretor-geral brasileiro de Itaipu, há uma expectativa concreta de que, a partir de 2027, a tarifa de energia comercializada pela usina sofra uma redução significativa para os consumidores brasileiros.
Essa possível diminuição tarifária está atrelada à busca por um acordo que estabeleça um preço justo para a energia gerada, ao mesmo tempo em que se mantém o compromisso com investimentos em sustentabilidade e a garantia de previsibilidade para o setor energético de ambos os países.
A atual política de preços apresenta uma assimetria: o consumidor brasileiro paga US$ 16,71 por kW, enquanto o Paraguai recebe aproximadamente US$ 19,28 por kW pela mesma energia. Essa diferença é atualmente absorvida por mecanismos internos da usina. A implementação de uma tarifa única, esperada para 2027, visa eliminar essa disparidade, o que pode significar uma economia anual substancial, estimada em cerca de US$ 300 milhões, e tornar a energia de Itaipu ainda mais competitiva no cenário nacional e regional.
“Os dois países buscam, primeiro, um preço justo, com condições para manter os investimentos em políticas socioambientais e, principalmente, previsibilidade”, destacou Verri, ressaltando a importância estratégica desses acordos para o futuro da geração hidrelétrica.























