Preço do Querosene de Aviação sofre novo reajuste, subindo 18% em uma semana.
O preço do querosene de aviação (QAV) sofreu um novo reajuste. A partir desta sexta-feira (1º), a Petrobras elevou em 18% o valor médio de venda para as distribuidoras, o que corresponde a um aumento de R$ 1,00 por litro em comparação aos preços praticados em abril. Esta alteração marca o terceiro mês seguido de alta nos custos do combustível.
Entendendo a sequência de aumentos
Para compreender o cenário atual, é importante observar o histórico recente: após um reajuste de 9,4% em março e uma expressiva alta de 54,8% em abril, o mercado aéreo enfrenta agora este novo acréscimo de 18%. Segundo a Petrobras, esse movimento é um reflexo direto da crise do petróleo, intensificada pelos conflitos no Oriente Médio, que elevaram as cotações do combustível no mercado internacional.
Medidas de mitigação e estratégia contratual
Para tentar reduzir os impactos imediatos no setor aéreo — um segmento que opera sob condições geopolíticas excepcionais —, a estatal anunciou que permitirá o parcelamento de parte desse reajuste em até seis vezes, com o início dos pagamentos programado para julho. A empresa reforça que o preço do QAV é calculado seguindo uma fórmula paramétrica contratual aplicada mensalmente, prática adotada há mais de duas décadas para equilibrar as oscilações entre o mercado interno e externo.
Visão Geral
A estatal defende que o modelo de precificação atua como um amortecedor, resultando em reajustes inferiores aos observados em outros países onde o repasse das cotações externas é imediato. Ao comparar o cenário brasileiro com o global, a companhia sustenta que a política adotada tem sido eficaz em evitar picos de preço mais drásticos, buscando atenuar os impactos imediatos na economia do transporte aéreo.
Créditos: Misto Brasil




















