Tensão EUA-Irã faz a bolsa disparar
O mercado financeiro registrou um dia de movimentos significativos nesta segunda-feira (13). Enquanto o índice principal da bolsa brasileira atingiu novos patamares, o comportamento do dólar e das commodities foi influenciado diretamente pelo noticiário geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã.
Recorde histórico do Ibovespa
O Ibovespa renovou seu próprio recorde, fechando o pregão com alta de 0,37%, aos 198.054 pontos. Este resultado marca a 17ª vez que o índice alcança uma máxima histórica, consolidando uma sequência de dez sessões consecutivas de valorização. O desempenho positivo acompanhou o otimismo das bolsas internacionais, impulsionado pela expectativa de que as negociações diplomáticas entre os governos de Washington e Teerã avancem.
Comportamento do dólar
O dólar à vista terminou as negociações a R$ 4,9970, registrando uma queda de 0,29%. Durante o dia, a moeda chegou a atingir o valor de R$ 4,9835, seu nível mais baixo em mais de dois anos. Esse movimento foi reflexo do desempenho da moeda no exterior, acompanhando a desvalorização do índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de divisas globais como o euro e a libra.
Instabilidade no mercado de energia e metais
O cenário global de incertezas impactou diretamente o setor de commodities. O petróleo fechou em alta, aproximando-se da marca de US$ 100 por barril, influenciado pelo anúncio de um bloqueio naval no Estreito de Ormuz. O WTI encerrou o dia a US$ 99,08 e o Brent atingiu US$ 99,36. Em contrapartida, o ouro encerrou a sessão em queda, pressionado pela retomada dos receios inflacionários, com o contrato para junho sendo cotado a US$ 4.767,4 por onça-troy.
Visão Geral
De acordo com especialistas, o dia foi marcado por uma alternância de sentimentos. Inicialmente, houve uma piora do ambiente externo devido ao impasse nas negociações durante o fim de semana. Contudo, o movimento é um reflexo da sinalização do presidente americano Donald Trump de que o diálogo com o Irã permanece aberto, o que ajudou a acalmar os mercados e trouxe um novo fôlego para os ativos brasileiros e internacionais.
Créditos: Misto Brasil





















