O Intersolar Brasil Nordeste 2026 reunirá especialistas para discutir a viabilidade da expansão de data centers, integrando o crescimento da infraestrutura digital ao uso de energias renováveis no país.
Investimentos e infraestrutura digital no Ceará
O investimento em data centers no mundo deve totalizar cerca de US$ 3 trilhões nos próximos anos, conforme relatório da agência de classificação de risco Moody’s. O avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e de serviços de internet serão os principais motivos para a alavancagem de investimentos. O Ceará se insere com força neste processo com a construção do maior centro de armazenamento de dados do Brasil, no Porto do Pecém, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. O debate sobre essas estruturas terá centralidade no Intersolar Brasil Nordeste 2026, que ocorre em Fortaleza nos dias 28 e 29 de abril.
Estratégias para o desenvolvimento tecnológico
No segundo dia do congresso, cinco referências no tema se reúnem para discutir o setor no Nordeste. Tito Costa, diretor de receitas da Tecto Data Centers, e Rodrigo Abreu, CEO da Omnia Data Centers, debaterão o assunto. A Omnia é responsável pelas obras do centro na Zona de Processamento e Exportação (ZPE) do Pecém. Fábio Feijó, CEO da ZPE do Pecém, Joaquim Rolim, gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIEC, e Daniel Lima Costa, diretor da Agrosolar Investimentos Sustentáveis, completam o time de debatedores que buscará soluções para o crescimento da infraestrutura com foco em sustentabilidade e eficiência operacional.
Potencial do Brasil e fontes renováveis
O Brasil concentra metade deste mercado na América Latina. A importância do país no ambiente mundial de infraestrutura digital tem como causa central a ampla oferta de energia renovável. A participação dessas fontes na matriz elétrica foi de 88,2% em 2024, segundo o Ministério de Minas e Energia. As obras para o mega data center da ByteDance estão em desenvolvimento no Porto do Pecém. As condições de sol e vento, aliadas à posição geográfica estratégica, atraem investimentos. Contudo, surge o desafio: como garantir a expansão tecnológica sobre bases de energia limpa, sem implicações hídricas, mantendo competitividade e confiabilidade?
Desafios da intermitência e armazenamento
A intermitência das energias renováveis é um ponto crítico. A energia solar é gerada durante o dia e a energia eólica varia conforme os ventos, criando limitações para operações que demandam fornecimento contínuo. Baterias em larga escala são uma das principais soluções em discussão. Ainda assim, persistem dúvidas sobre custo e viabilidade. Como destaca o setor, o crescimento de centros de processamento é consequência direta da inteligência artificial generativa e do streaming, o que eleva a carga computacional. Intersolar Brasil Nordeste 2026 surge, portanto, como o palco ideal para alinhar a inovação à realidade energética nacional.






















