O mercado de sistemas de armazenamento de energia cresce no Brasil, impulsionado por apagões, custos da eletricidade e a maior maturidade do setor de energia solar
O mercado de sistemas de armazenamento de energia começa a ganhar tração no Brasil, impulsionado por apagões recorrentes, aumento no custo da eletricidade e maior maturidade da geração distribuída. Um dos sinais desse movimento é o avanço nas vendas de baterias para energia solar, que deixaram de ser uma solução restrita a projetos específicos e passaram a integrar o planejamento de consumidores residenciais. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (Absae), o mercado brasileiro de armazenamento por baterias poderá movimentar cerca de R$ 77 bilhões até 2034, com 72 GWh de capacidade instalada.
Crescimento acelerado no setor
A Solfácil afirma acompanhar esse avanço do mercado. Segundo a companhia, as vendas de baterias cresceram 304% no segundo semestre de 2025, em comparação com o início da comercialização do produto.
“Foi um crescimento sustentado, mês a mês, que mostra que as baterias passaram a integrar o planejamento de quem investe em energia solar”, afirma Eduardo Neubern, COO da Solfácil.
Ao longo de 2025, a empresa registrou um pico relevante de vendas nos últimos meses, com 80% do volume total ocorrendo no segundo semestre, evidenciando uma aceleração expressiva da demanda.
Impacto dos fatores externos na demanda
Entre os principais fatores que explicam a alta estão contornar os apagões, após os eventos climáticos extremos que interromperam o fornecimento da energia. Com a bateria, o consumidor garante o funcionamento da casa mesmo quando a rede da rua cai. Além disso, o sistema também ajuda a reduzir a fatura. Quem utiliza tarifas horárias consegue carregar a bateria quando a energia está barata e usá-la nos horários de pico, quando o preço da distribuidora dispara. Esse desempenho também está ligado à capacitação dos times comerciais e parceiros integradores, consolidando a operação iniciada em escala em março de 2025.
Projeções para o futuro da energia solar
Para 2026, a Solfácil projeta crescimento contínuo em capacidade de armazenamento em projetos residenciais. Segundo estimativas de mercado, o setor deve continuar em trajetória de expansão, com as baterias ganhando protagonismo no avanço da energia solar no país.
“A tendência é que o armazenamento se torne cada vez mais central nas decisões de quem investe em geração distribuída”, diz Neubern.
A empresa, que iniciou sua atuação nesse mercado em 2024 com um projeto piloto, mantém foco na oferta de soluções integradas que atendam às necessidades de eficiência energética e autonomia dos consumidores brasileiros frente aos desafios do sistema elétrico.























