A Axia Energia, com 10 GW em pipeline, alerta sobre o risco de descolamento de preços entre submercados do SIN a partir de 2026, impactando o setor energético.
Conteúdo
- O Potencial de 10 GW: Preparando a Próxima Onda de Leilões de Energia
- O Alerta de Descolamento em 2026: Implicações para o Setor
- A Resposta Necessária: Planejamento de Rede e Transmissão
- Visão Geral do Cenário Energético
Para profissionais de geração e trading de energia, essa informação é vital. O descolamento de preços entre os submercados (Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte) indica gargalos críticos na transmissão e variações regionais acentuadas no Custo Marginal de Operação (CMO).
O Potencial de 10 GW: Preparando a Próxima Onda de Leilões de Energia
Os 10 GW que a Axia Energia tem prontos para os leilões representam uma fatia significativa da capacidade que o país precisará contratar para garantir a expansão da matriz energética e a substituição de contratos vencidos. Este volume, majoritariamente composto por fontes renováveis (eólica e solar), posiciona a Axia como um developer robusto, pronto para suprir a demanda futura do ONS.
Este pipeline massivo demonstra a confiança da empresa no arcabouço regulatório para os próximos leilões de energia nova. No entanto, a Axia sabe que a capacidade de geração, por si só, não garante a segurança do suprimento; ela precisa de um caminho para chegar ao consumidor.
O Alerta de Descolamento em 2026: Implicações para o Setor
A principal tese da Axia Energia é que, a partir de 2026, o aumento do descolamento entre submercados se tornará mais pronunciado. Isso ocorre porque o crescimento da geração renovável (principalmente no Nordeste e Sul) está ocorrendo em um ritmo mais rápido do que a expansão das linhas de transmissão necessárias para escoar essa energia.
Quando a oferta de energia limpa excede a capacidade de escoamento em uma região, o PLD local despenca (por vezes chegando a zero), enquanto em submercados dependentes de termelétricas (Sudeste/Centro-Oeste) ele se mantém elevado. Esse descolamento aumenta o risco financeiro dos projetos, pois a receita real não se alinha à receita esperada.
Para a Axia, que planeja seus 10 GW, isso significa que a contratação futura deve vir acompanhada de garantias claras sobre a entrada em operação das obras de reforço e expansão da transmissão associadas.
A Resposta Necessária: Planejamento de Rede e Transmissão
O descolamento regional é um sintoma clássico de desequilíbrio entre supply (geração) e path (transporte). A Axia Energia está sutilmente pressionando o MME e o ONS para que os cronogramas dos leilões de transmissão sejam rigorosamente cumpridos e alinhados com os deadlines de entrada em operação comercial (EOC) dos projetos de geração.
Se o aumento do descolamento se materializar em 2026, os geradores no Nordeste, por exemplo, terão dificuldades em liquidar sua energia a preços vantajosos no MCP, enquanto consumidores no Sudeste podem continuar pagando um CMO elevado devido à necessidade de despachar termelétricas caras.
A Axia Energia traz para o debate a urgência de priorizar projetos de transmissão de longa distância. Os 10 GW que a empresa tem em pipeline são um termômetro do potencial reprimido pela infraestrutura.
Visão Geral do Cenário Energético
A projeção da Axia serve como um chamado para que o planejamento energético incorpore de forma mais agressiva a interdependência entre geração e transmissão.
O sucesso dos próximos leilões e a estabilidade do SIN dependerão de como o setor lidará com esse risco de descolamento regional a partir de 2026.
























