Aprovação de Novas Operações de Crédito pelo Conselho Monetário Nacional
O Conselho Monetário Nacional (CMN) recentemente aprovou novas operações de crédito que visam fortalecer o financiamento de importantes entidades e programas governamentais. Um exemplo notável é o apoio aos Correios, que, após receber um empréstimo de **R$ 12 bilhões de bancos públicos e privados** dois meses antes, teve autorização para buscar mais R$ 8 bilhões em crédito. Essa medida permite à estatal alcançar seu plano de financiamento total de R$ 20 bilhões. As informações são de Welton Máximo, de Brasília (DF).
Apoio Financeiro e Garantias
O novo empréstimo de R$ 8 bilhões para os Correios será concedido por um **consórcio de bancos**, completando assim o montante necessário para o plano de financiamento. É importante destacar que ambas as operações de crédito contam com a garantia da União. Isso significa que, em caso de eventual dificuldade dos Correios para pagar as dívidas, o Tesouro Nacional assume a responsabilidade pelo pagamento, oferecendo segurança aos bancos credores.
Sublimites de Crédito e seus Impactos
A autorização para os Correios obterem os R$ 8 bilhões adicionais foi possível através da criação de um “sublimite” pelo CMN. Este Conselho é o órgão responsável por definir os limites de quanto as entidades públicas – incluindo União, estados, municípios e empresas estatais – podem tomar emprestado do sistema financeiro. Com a inclusão desse novo sublimite, o limite total de crédito que os entes públicos podem contratar para o ano de 2026 foi ampliado, passando de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões.
Prioridades Nacionais: Novo PAC e PPPs
Além de ajustar os limites para os Correios, o CMN também realizou o remanejamento de diversos limites e sublimites de contratação de crédito para estados e municípios. Segundo o Ministério da Fazenda, essas realocações têm um objetivo estratégico claro: priorizar o financiamento de projetos importantes para o **[Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC)](https://www.gov.br/casacivil/pt-br/novopac)** e para as Parcerias Público-Privadas (PPPs).
Detalhamento das Mudanças: Com Garantia da União
Para as operações de crédito que possuem garantia da União (ou seja, cobertura do Tesouro Nacional), as alterações implementadas foram as seguintes:
* Redução do sublimite geral que estados e municípios podiam contratar, passando de R$ 9 bilhões para R$ 5 bilhões.
* Criação de um novo sublimite específico, com garantia da União, para as operações de crédito que fazem parte do Novo PAC, no valor de R$ 2 bilhões.
* Criação de outro sublimite, também com garantia da União, para o financiamento de projetos de PPP, igualmente no valor de R$ 2 bilhões.
Detalhamento das Mudanças: Sem Garantia da União
No que diz respeito às operações de crédito que não contam com a garantia da União, os remanejamentos foram os seguintes:
* Redução do sublimite geral de operações de crédito para estados e municípios, que passou de R$ 6 bilhões para R$ 4 bilhões.
* Criação de um sublimite sem garantia da União, específico para as operações de crédito contempladas no Novo PAC, no valor de R$ 2 bilhões.
Visão Geral
Em suma, as recentes decisões do Conselho Monetário Nacional refletem um ajuste estratégico na política de crédito para entidades públicas no Brasil. Além de assegurar o financiamento de empresas estatais vitais como os Correios através de um consórcio de bancos e com garantia da União, as medidas visam direcionar recursos para investimentos prioritários. O foco na criação de sublimites específicos para o [Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC)](https://www.gov.br/casacivil/pt-br/novopac) e para as Parcerias Público-Privadas (PPPs), tanto com quanto sem garantia da União, demonstra um esforço em impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura e projetos essenciais para o país, otimizando o uso dos recursos financeiros públicos e privados.
Créditos: Misto Brasil























