Crescimento de energia solar no Brasil desperta interesse de M&A em empresas do setor

Crescimento de energia solar no Brasil desperta interesse de M&A em empresas do setor
Crescimento de energia solar no Brasil desperta interesse de M&A em empresas do setor - Foto: Divulgação / Arquivo
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O mercado de energia solar no Brasil demonstra notável resiliência, impulsionando o interesse em fusões e aquisições (M&A) no setor, mesmo com taxas de juros elevadas, graças à previsibilidade de receita dos ativos e à demanda constante.

O Crescimento da Energia Renovável e o Aquecimento do Mercado de M&A

O avanço da energia renovável tem posicionado o Brasil como um dos líderes mundiais nesse segmento. Dados recentes indicam que a energia gerada pelo vento (eólica) e pelo sol (solar) já representa 23,7% da geração total de eletricidade no país, conforme o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2025. Este cenário, onde as fontes renováveis somam 88,2% do total – um índice superior à média global –, é um catalisador fundamental para o aquecimento do mercado de M&A no setor.

A geração distribuída está particularmente em destaque, impulsionada pela lei 14.300/2022, que introduziu benefícios significativos tanto para geradores quanto para consumidores dessa modalidade. Segundo Fábio Vitola, CEO da Galapos, esse setor já vivenciou três fases cruciais: o alto volume de dívidas para financiar projetos existentes, a transação de ativos pré-operacionais e recentemente conectados, e a fase atual, focada na transação de ativos maduros e operacionais.

A atuação da Galapos em Transações Estratégicas de Geração Distribuída

A Galapos tem desempenhado um papel ativo neste movimento, assessorando em diversos casos de M&A em Geração Distribuída. Um exemplo notável foi a assessoria à MW Energias Renováveis na aquisição de projetos greenfield, combinada com a captação de recursos do Fundo Clima do BNDES para alavancar esses empreendimentos.

Fábio Vitola detalha o processo: “Esse projeto foi realizado durante quase 20 meses. Ele contou com todas as etapas do desenvolvimento dos projetos, análises de planejamento e análise financeira constantes. Com a Galapos atuando como conselheira de todas as necessidades na estruturação do projeto, não somente na transação”.

Outra operação relevante foi a saída da Copel do segmento de geração distribuída, em parceria com a Intertechne, movimento também assessorado pela Galapos. Esta decisão estratégica permitiu à administração da Copel focar em seu core business.

A consultoria foi essencial para viabilizar a “saída racional dos ativos existentes, reciclando ativos e otimizando a alocação de capital dos acionistas”. Vitola acrescenta que a presença da Galapos foi crucial para estruturar e executar o *roadshow* junto a diversos *players* do setor, confirmando a contínua e alta demanda por esses tipos de ativos no mercado.

O Potencial Abundante da Energia Brasileira e Perspectivas Futuras

Historicamente, o Brasil sempre se caracterizou por sua matriz energética renovável. Fábio Vitola enxerga uma grande oportunidade nos próximos anos, especialmente com a instalação de novos *data centers*.

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Ele enfatiza o diferencial competitivo do país: “Nosso país possui energia barata, renovável e abundante, já foram iniciados os investimentos para viabilizar essa nova expansão, que provavelmente se tornarão transações em um curto período de tempo”.

O CEO da Galapos projeta que as transações no setor manterão sua resiliência. Contudo, é fundamental monitorar a redução ou interrupção forçada da geração elétrica e acompanhar os novos projetos regulatórios em tramitação no Congresso Nacional para identificar quais nichos do setor se tornarão mais líquidos. A atuação da Galapos, ele conclui, seguirá holística, abrangendo tanto M&A quanto reestruturações de dívida.

O Cenário de Oportunidades para Investimentos em Energia

A atratividade do setor elétrico brasileiro, sustentada por fontes limpas e preços competitivos, é um fator chave para atrair o interesse de investidores globais e nacionais, fomentando as operações de M&A. A previsibilidade de receita dos ativos, que são frequentemente de longo prazo, oferece uma segurança que mitiga os riscos inerentes a outros mercados.

A legislação atual, como a citada lei 14.300/2022, trouxe um arcabouço jurídico que oferece segurança para novos investimentos e para a otimização dos ativos já existentes. Isso incentiva movimentos de consolidação e a entrada de novos capitais em busca de projetos com track record comprovado ou com alto potencial de desenvolvimento, como os greenfield.

O foco na sustentabilidade, alinhado às metas globais de descarbonização, garante um fluxo contínuo de atenção e capital para o setor de energia solar no país.

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