WWF-Brasil e Copaíba lideram Pacto da Mata Atlântica com foco em restauração em larga escala.
A partir de abril de 2026, WWF-Brasil e a Associação Ambientalista Copaíba assumem a coordenação nacional do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica. Com uma gestão de três anos, o objetivo é fortalecer políticas, financiamento e a atuação territorial na recuperação deste bioma crucial.
Expansão da Restauração em Larga Escala
O Pacto, fundado há mais de 15 anos, congrega mais de 370 organizações em busca de ampliar a escala, a efetividade e o monitoramento da restauração na Mata Atlântica. A meta ambiciosa de recuperar 15 milhões de hectares até 2050 ganha novo impulso com a nova coordenação, que visa integrar visão estratégica e experiência prática.
A nova liderança assume em um momento de intensa pressão sobre o bioma, mas também de crescente reconhecimento da restauração como ferramenta essencial para combater a crise climática, a perda de biodiversidade e garantir a segurança hídrica e a produção sustentável. Daniel Venturi, do WWF-Brasil, e Ana Paula Balderi, da Copaíba, trazem trajetórias complementares para fortalecer a conexão entre políticas públicas, financiamento e implementação no território.
Foco em Escala, Qualidade e Governança
Para o período de 2026 a 2029, a nova coordenação priorizará o aprofundamento de agendas estruturantes, com foco em ampliar a escala, a qualidade e a sustentabilidade das ações de restauração. Isso inclui o fortalecimento da incidência em políticas públicas, a ampliação de mecanismos financeiros e o robustecimento das bases territoriais do movimento.
“A gente sabe que restaurar em escala não é só aumentar área — é garantir que isso aconteça com qualidade e continuidade no território. E isso depende de fortalecer quem está implementando e organizando essa agenda localmente”, afirma Ana Paula Balderi. A proposta também visa consolidar a governança do Pacto, garantindo previsibilidade de recursos e fortalecendo suas estruturas técnicas.
O Papel Estratégico do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica
O Pacto tem se consolidado como um espaço fundamental de articulação multissetorial, conectando diversos atores em torno de uma agenda comum. Sua atuação vai além da implementação direta de projetos, servindo como plataforma técnica para geração de conhecimento, influência em políticas públicas e mobilização de recursos.
Daniel Venturi destaca o desafio: “mais do que ampliar áreas restauradas, o desafio do próximo ciclo será garantir que a restauração se consolide como uma agenda estruturante de desenvolvimento sustentável, capaz de gerar benefícios ambientais, sociais e econômicos de forma integrada.” A nova coordenação busca fortalecer o Pacto como um elo essencial entre estratégias nacionais, iniciativas territoriais e fluxos de financiamento.























